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sexta, 17 de agosto de 2018
Região

Laudo final sobre a morte de Gabriel deixa crime sem respostas

03 Abr 2014 - 17h08Por Araraquara.com
Foto: Araraquara.com - Foto: Araraquara.com -

O laudo que deveria apontar as causas da morte de Gabriel Ceribelli Goulart, encontrado morto em um córrego no Jardim Veneza, em agosto do ano passado, saiu anteontem. No entanto, de acordo com o documento, as causas da morte do menino de 11 anos, não foram conclusivas devido ao avançado estado de decomposição em que o corpo se encontrava. 

Assim, as duas grandes perguntas — como e por que mataram Gabriel — ficam sem respostas.

Para a Policia Civil, o laudo não contribui para as investigações, já que o caso havia sido considerado encerrado no momento em que o suspeito, de 22 anos, foi detido com a bicicleta e o celular do garoto.

“O laudo vai ser analisado e pode ser utilizado pelo juiz que vai julgar o caso. Para nós [Delegacia de Investigações Gerais], o caso já se encerrou no momento em que encontramos as provas e prendemos o suspeito”, explica o delegado da DIG, Fernando Bravo. 

O principal suspeito de assassinar o adolescente aguarda julgamento no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Araraquara. Na época, ele e o irmão gêmeo foram detidos como os principais suspeitos do crime, já que os objetos do garoto foram encontrados na casa dos irmãos.

Uma testemunha teria reconhecido, pelo corte de cabelo, um dos irmãos como sendo o indivíduo que estava com Gabriel na manhã do desaparecimento.

Procurado pela reportagem, o médico legista Marco Antônio Lia não quis dar detalhes sobre o que apontou o resultado do laudo.

Caso

Gabriel havia saído de casa na segunda-feira, 12 de agosto, para ir a uma academia no Selmi Dei e nunca mais foi visto. 

Durante seis dias, familiares e policiais realizaram buscas pelo bairro e região, distribuíram cartazes pela cidade e buscaram por ajuda nos meios de comunicação. Até que, na tarde do dia 18 de agosto, seis dias depois, moradores teriam visto o corpo do garoto boiando no córrego do Tanquinho, ao lado da rua Gilson Marcos de Oliveira, no Jardim Veneza. O local fica próximo ao bairro Adalberto Roxo, onde a vítima morava.

No dia seguinte ao encontro do corpo, denúncias foram feitas à Polícia Militar, indicando que a bicicleta do menino estaria em uma casa do Adalberto Roxo, próximo à casa onde Gabriel morava com a família. 

No local, policiais encontraram a bicicleta o celular de garoto. Os dois irmãos gêmeos foram detidos e encaminhados à DIG de Araraquara. 

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