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sexta, 20 de março de 2026
Saúde

Casos de Mpox chegam a 140 no Brasil em 2026 e especialistas reforçam atenção aos sintomas

Médica infectologista do IDOMED orienta população sobre sinais da doença, formas de transmissão e importância de procurar atendimento médico

20 Mar 2026 - 10h07Por Jessica Carvalho R
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O número de casos confirmados de Mpox no Brasil chegou a 140 desde o início de 2026, segundo atualização divulgada pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (9). No mesmo período, foram registrados 539 casos suspeitos e nove classificados como prováveis. Apesar do aumento das notificações ao longo do ano, não houve registro de mortes associadas à doença até o momento.

Os dados mostram que janeiro concentrou 68 casos confirmados e prováveis, fevereiro registrou 70 ocorrências e março contabiliza, até agora, 11 notificações. Entre os estados, São Paulo lidera o número de registros, com 93 casos confirmados, seguido pelo Rio de Janeiro, com 18, e Rondônia, com 11.

Embora o cenário não indique situação de emergência sanitária, especialistas reforçam a importância da vigilância epidemiológica e do acompanhamento constante da circulação do vírus.

De acordo com a médica pediatra e infectologista Dra. Silvia Nunes Szente Fonseca, docente do IDOMED (Instituto de Educação Médica), o monitoramento dos casos é essencial para evitar disseminação da doença e orientar medidas de controle.

“A Mpox é uma doença viral que permanece sob vigilância no mundo inteiro. O aumento de notificações exige atenção das autoridades sanitárias, mas também da população. A identificação precoce dos sintomas e a busca por atendimento médico ajudam a interromper cadeias de transmissão”, explica.

A Mpox é uma doença do mesmo gênero da varíola humana, porém geralmente menos letal. Trata-se de uma infecção zoonótica viral, em que a transmissão pode ocorrer por contato direto com pessoas infectadas, materiais contaminados ou, em alguns casos, animais silvestres infectados.

Entre os sinais mais comuns estão erupções ou lesões na pele, aumento dos linfonodos, febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios e sensação de fraqueza. As lesões cutâneas costumam aparecer alguns dias após o início da febre.

Segundo a especialista, embora a maioria dos casos apresente evolução leve ou moderada, é importante que pessoas com sintomas compatíveis procurem avaliação médica.

“Diante de qualquer suspeita, a orientação é procurar uma unidade de saúde e evitar contato próximo com outras pessoas até a avaliação. Isso ajuda a reduzir a transmissão e permite que os serviços de saúde façam a notificação e o acompanhamento adequados”, afirma.

A transmissão da Mpox ocorre principalmente por contato direto com lesões de pele, secreções, mucosas ou objetos contaminados. O vírus também pode ser transmitido durante contato íntimo prolongado com pessoas infectadas.

Medidas simples de prevenção, como higienização frequente das mãos, evitar contato com lesões suspeitas e não compartilhar objetos pessoais, continuam sendo recomendadas pelas autoridades de saúde.

Para a médica, a principal estratégia neste momento é manter a vigilância ativa e ampliar a informação para a população. “A atenção aos sintomas e a procura por atendimento médico logo nos primeiros sinais são fundamentais para diagnóstico, acompanhamento e controle da doença”, conclui.

Por Laura Ravagnani

 

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