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domingo, 17 de outubro de 2021
Teste para cardíaco

Com a calculadora nas mãos, Águia pega Independente

São Carlos tem que vencer em Limeira e torce por combinação para que consiga vaga por índice técnico para a segunda fase

25 Set 2021 - 12h27Por Marcos Escrivani
João Batista orienta seus jogadores: foco na vitória em Limeira - Crédito: Brendow Felipe/São Carlos FCJoão Batista orienta seus jogadores: foco na vitória em Limeira - Crédito: Brendow Felipe/São Carlos FC

A última rodada (10ª) da fase de classificação do Campeonato Paulista da Série B promete ser um teste para cardíacos. Tanto para a comissão técnica e jogadores, como a torcida do São Carlos, que faz a última apresentação em Limeira neste domingo, 26. A partir das 15h, encara o Independente no estádio municipal Comendador Agostinho Prada.

Em quarto lugar no grupo 3, com 11 pontos, a Águia tem que vencer o Independente (está em 3º e classificado, com 15 pontos) de qualquer maneira para ter chances de se classificar por índice técnico para a segunda fase (melhor quarto colocado entre os cinco grupos da divisão).

Porém, além de ter a obrigação de fazer a lição de casa, tem que torcer para quatro resultados adversos de adversários dos demais grupos. Desta forma, a equipe entra ainda com a calculadora nas mãos, torcendo para uma combinação de resultados.

No Grupo 1, o 4º colocado é o Catanduva, que tem 12 pontos enfrenta o Internacional (3º, com 15 pontos), em Bebedouro. No grupo 2, o concorrente é o Assisense (4º, com 10) e enfrenta em Oswaldo Cruz, o time da casa (6º, com 5 pontos). No grupo 4, o 4º colocado, Mauaense (11 pontos) vai até Jundiaí enfrentar o vice-líder Paulista (15 pontos). Por fim, no grupo 5, o Manthqueira (4?º lugar, 12 pontos), vai até Suzano enfrentar o líder União, que está com 23 pontos. Nos grupos 1, 2, 4 e 5 caso os concorrentes diretos da Águia empatem, basta ao time uma vitória simples em Limeira.

FÉ NA VAGA

“Enquanto há chances, há esperança”. Com esta frase, o técnico João Batista procurou definir o ambiente e o otimismo no São Carlos para a partida em Limeira.

O treinador não poderá contar com o volante Hudson e o zagueiro Rodrigo Boregio que cumpre suspensão motivado pelo terceiro cartão amarelo recebido contra o Rio Branco. Por outro lado o zagueiro Rui se recuperou de lesão é uma opção.

Em entrevista ao São Carlos Agora, o técnico da Águia salientou que as dificuldades do time será muitas em Limeira, porém disse que tem esperança na classificação, mas sua preocupação é blindar o grupo e fazer com que primeiramente façam a lição de casa (vencer em Limeira) para depois pensar nos outros resultados.

“TEMOS OBRIGAÇÃO DE VENCER”

São Carlos Agora - Vencer ou vencer e depender de quatro resultados. Como o São Carlos encara o Independente em Limeira?

João Batista - A gente encara da mesma forma que encaramos todos os jogos: com a necessidade de ganhar, sempre pensando no resultado positivo. É um jogo difícil, fora de casa, contra uma equipe qualificada e que já está classificada. A gente tem essa obrigação de ganhar e vamos encarar assim. Vamos com bastante confiança, visando recuperar os jogadores para chegar em um nível bom contra o Independente.

SCA - A equipe tem apresentado um futebol instável desde a sua chegada. Como irá passar confiança para os atletas sabendo que só um resultado interessa?

João Batista - Na verdade, a gente vem oscilando bastante dentro dos jogos, alternando bons e maus momentos muito rápido. Contra o Rio Branco tivemos 35 minutos de bom futebol, conseguimos o gol, tivemos o controle do jogo, dominamos as ações. O Rio Branco pouco fez nesse período, mas após o gol baixamos as linhas. Temos conversado e tentando corrigir essa situação que vem sendo constante. Quando se joga aos domingos tem mais tempo para evoluir dentro do torneio, mas com jogos de quarta e domingo você não consegue treinar, é recuperar e jogar. Creio que nossa equipe tem sentido isso, um desgaste muito grande o que tem deixado o grupo mais reduzido entre lesões e cartões. Ainda não tivemos o grupo todo a disposição e isso é prejudicial. Esse tem sido o fator predominante para a queda de rendimento nos jogos é o desgaste físico.

SCA - Esta obrigação pelos três pontos até onde influi psicologicamente no grupo?

João Batista - A necessidade de ganhar sempre causa um desgaste emocional, pois você sofre essa pressão externa e interna, principalmente na situação que estamos agora. Realmente a pressão é grande, mas a gente tem que fazer a nossa parte, mesmo porque seria muito frustrante os resultados ajudarem e a gente não conseguir ganhar. O primeiro passo, primeiro objetivo é conseguir o resultado positivo, independente de pressão é vencer. A gente vem de três jogos sem vencer e está na hora da gente ganhar um jogo. A confiança aqui é grande e esperamos levar isso para o jogo, conseguir a vitória e depois ver o que acontece nos outros resultados.

SCA - O ambiente está propício para a prática de um bom futebol? Existe otimismo entre comissão técnica e atletas?

João Batista - São jogadores jovens que muitas vezes sofrem pressão e cada absorve de um jeito. São jogadores que tiveram pouco tempo de treinos, convivência e é muito rápido. Você precisa atropelar as partes de relacionamento, física e tática. Às vezes você perde um jogador e precisa repor com outro que tem características diferentes, mas isso é complicado para todo mundo. Nosso tempo de montagem e preparação foi menor e isso faz a diferença principalmente em um campeonato de tiro curto. Precisamos ganhar tempo, mas para isso precisamos ganhar o jogo, tentar a classificação e procurar evoluir nos dois jogos seguintes e tentar ser uma grande surpresa no campeonato. Nosso otimismo é grande. Apesar de ter pego o “bonde andando” estamos na bola há muito tempo e os jogadores também. Temos um bom ambiente. A derrota causa um dano terrível no emocional, mas os jogadores são inteligentes, sabem que precisam se unir e a gente tem sempre conversado sobre isso.

SCA - Porque acredita que o time não consegue colocar em prática nos jogos o que é feito nos treinos?

João Batista - Na verdade, a gente tem treinado pouco, pois essa prática é muito mais regenerativa para recuperar os jogadores. Quando se joga domingo, volta na segunda com regenerativo, movimentação leve na terça e já concentra para jogar quarta. Quando se as quartas, quinta faz regenerativo, sexta faz um treino leve, sábado praticamente encerra a preparação com bola parada e outros treinos de ajuste sem desgaste físico. A prática é bem reduzida, vai mais na conversa e recuperação, além de informações do adversário, posicionamento e bola parada. Acredito, e venho batendo nessa tecla, que a queda de rendimento e alternância dentro dos jogos é desgaste. As vezes jogamos domingo e na terça todos estão cansados ainda, pois a exigência do jogo é muito grande e preparação foi prejudicada. Jogamos cinco jogos em duas semanas e isso é muito desgastante.

SCA - Acredita na classificação? Por que?

João Batista - Enquanto houver chance matemática a gente tem que ter esperanças e acreditar, não pode ser diferente. Futebol também é essa matemática. A gente tem que tentar somar os nossos três pontos. É ruim depender dos outros, mas a gente acredita sim. Estamos próximos de conseguir uma vitória, pois nós temos feitos jogos bons em alguns períodos. As vezes bons primeiros ou segundos tempos, alternamos bastante. Mesmo com a derrota para o Rio Branco os jogadores estavam confiantes, dizendo que enquanto houver chance há esperança. Não podemos desistir. Temos que trabalhar, fazer nossa parte e depois fazer conta. Vamos fortes para esse jogo.

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