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quarta, 21 de abril de 2021
34 concertos em sete unidades

Festival Sesc de Música de Câmara terá shows em São Carlos

22 Nov 2018 - 13h02Por Redação
Festival Sesc de Música de Câmara terá shows em São Carlos - Crédito: Nick Rutter Crédito: Nick Rutter

Colaboração é palavra-chave na música. Isso vale desde a relação intérprete-compositor, passando pelo entendimento entre os instrumentistas, até o envolvimento entre estes e o público. Na música de câmara cada músico desempenha um papel que é ao mesmo tempo único e parte de um todo, nela colaboração é uma condição para o sucesso de qualquer empreitada.

Tendo a colaboração como tema, o Sesc São Paulo realiza entre os dias 22 de novembro e 2 de dezembro a terceira edição do Festival Sesc de Música de Câmara. Com curadoria de Claudia Toni junto a equipes do Sesc, o evento reúne 76 artistas, entre integrantes de grupos estrangeiros e artistas brasileiros da atualidade, promovendo um total de 34 concertos em sete unidades do Sesc: Bom Retiro, Campo Limpo e Consolação, na capital; Jundiaí, São Carlos, Sorocaba e Rio Preto, no interior.

Com o intuito de proporcionar a troca de saberes e o intercâmbio cultural entre os artistas - além das apresentações - o Centro de Pesquisa e Formação do Sesc e as unidades Bom Retiro e Consolação oferecem atividades formativas como mesas-redondas, vivência e bate-papos.

Danilo Santos de Miranda, diretor do Sesc São Paulo, afirma que "a importância que a terceira edição do Festival Sesc de Música de Câmara assume é a de consolidar a missão institucional em apresentar e promover o encontro entre as várias vertentes e modos de se fazer música e os diferentes públicos, iniciantes e iniciados". Miranda complementa dizendo que "a diversidade de formações e origens dos grupos determina ao público uma experiência sonora aprofundada, para conhecedores e para aqueles que se aventurarem nessa imersão musical que, além dos concertos, se completa com debates e atividades formativas".

Nesta edição, o Festival inova com a encomenda de duas obras: Allegro Scorrevole, escrita pelo paulista Leonardo Martinelli, que será tocada pelo Berlin Counterpoint, e Grand Can(y)on), da jovem compositora campo-grandense Michelle Agnes, que será executada no espetáculo Sopro Transcendente. A criadora vai apresentar também ao público os arranjos que fez para cinco cânones de J.S.Bach. Michelle é artista residente no parisiense IRCAM (Institute de Recherche et de Coordination Acoustique / Musique). As obras terão sua estreia mundial no Festival.

"Nesta edição, o Festival Sesc de Música de Câmara traz uma valiosa vertente que são as colaborações.  Nossa intenção é fazer do Festival uma referência, um local onde as pessoas possam buscar o novo e se espelhar. A música de câmara nos permite expandir os horizontes, entender um universo que normalmente não estamos acostumados. A música não foi escrita somente para sonhar, ela nos permite crescer, expandindo nosso repertório cultural", Claudia Toni, curadora.

Entre as atrações está o conjunto vocal inglês Tallis Scholars, especializado em música sacra da Renascença e com mais de dois mil concertos realizados por todo o mundo. Seu maestro, Peter Phillips, dá uma atenção especial à afinação e fusão de vozes para alcançar a pureza dos sons. No repertório do concerto constam obras de Tomás Luis de Victoria, Arvo Pärt, John Taverner, G.P. da Palestrina, G. Allegri, entre outros. Segundo o jornal britânico The Guardian, sobre uma das apresentações feitas por Phillips, “o artista consegue extrair das suas interpretações um som ao mesmo tempo etéreo e cheio de sangue, edificante e ainda fundamentado nas próprias emoções humanas expressadas pelas palavras”.

Já o sexteto de sopros e piano Berlin Counterpoint reverbera a alegria de se comunicar por meio da música. Seus seis integrantes, músicos da Romênia, Alemanha, Eslovênia, Inglaterra, Estados Unidos e Turquia, são destacados solistas e sua interpretação impecável permite que tenham um estilo próprio e que reflete o refinamento da música de câmara praticada hoje na Europa. Liderado pelo clarinetista Sacha Rattle o conjunto faz a estreia mundial da obra Allegro Scorrevole, obra encomendada pelo Festival para o conjunto. O repertório para quinteto de sopros e piano é restrito e assim a obra do autor brasileiro permite sua ampliação, além da ampla difusão pelo conjunto em diversas partes do mundo.

Algumas das apresentações promovem encontros inéditos como o das francesas do Quatuor Zaïde com o brasileiro Ovanir Buosi, primeiro clarinetista da Osesp – Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, que juntos apresentam o Quinteto para clarinete de Wolfgang A. Mozart. O repertório do concerto inclui ainda Stravinsky e uma homenagem a Claude Debussy, no centenário de sua morte.  

Já os norte-americanos do Tesla Quartet e o pianista e regente brasileiro Ricardo Castro fazem juntos o Quinteto para piano e quarteto de cordas de Robert Schumann. O grupo escolheu uma obra do autor contemporâneo canadense Marcus Goddard, Allaqi, e o Quarteto n. 17 de Heitor Villa-Lobos para completar o programa. Além desses concertos, Castro recebe o conjunto em Salvador para trabalhar com os jovens do Neojiba, programa de educação musical idealizado e dirigido por ele na Bahia.

O dinamarquês Andreas Borregaard lidera um programa inteiramente escrito por seus conterrâneos. O artista, que tem se dedicado a usar o acordeon em obras contemporâneas com a interação de outras linguagens, incluindo o vídeo, apresenta, ao lado do brasileiro Quarteto Camargo Guarnieri, obras de Per Norgard (1932): ‘Anatomic Safari’ para acordeão solo (1967) e Bent Sorensen (1958): ‘Dancers & Disappearance’ (2018) para acordeon e quarteto de cordas.

O Duo Contexto, formado por Ricardo Bologna e Eduardo Leandro, traz o profundo conhecimento em percussão para música erudita. Com mais de 20 anos de carreira, os artistas convidam 11 jovens percussionistas para celebrar músicas do século XX e XXI no Festival, entre elas a célebre Ionisation, para 13 percussionistas. A obra, raramente ouvida por aqui, é do francês naturalizado norte-americano Edgar Varèse (1883-1965), pioneiro nas composições da música eletroacústica.

O grupo britânico Troupe especializou-se em criar espetáculos de música de câmara dedicados a novos públicos, crianças e jovens. Assim, com repertório que une Renascença e autores do século XX, texto especialmente criado e muita imaginação cênica, suas quatro integrantes, incluindo uma contadora de histórias, fazem uma viagem musical. Longe de ser um concerto padrão, tampouco didático, o espetáculo O Mau Humor é para toda a família.

Os músicos Ricardo Bologna e Eduardo Leandro, do Duo Contexto, também marcam presença no espetáculo Entre Tambores, Baquetas e Chocalhos. Eles criaram, em pareceria com quatro jovens percussionistas brasileiros (Carlos dos Santos, Daniela Oliveira, Rafael Costa e Rosângela Rhafaelle) uma verdadeira e inesperada variedade de sons. Em seu repertório estão obras de Piazzolla, Richard Trythall, John Cage e do brasileiro Eduardo Guimarães Álvares.

PROGRAMAÇÃO

Andreas Borregaard (DIN) e Quarteto Camargo Guarnieri (BRA)

Duração: 70 minutos

Ingressos: R$ 30 |? R$ 15 |? R$ 9 | 12 anos

23/11. Sex. 21h | Sesc Bom Retiro

24/11. Sáb. 19h | Sesc Jundiaí

25/11. Dom. 18h | Sesc São Carlos

Reconhecido como um dos mais surpreendentes acordeonistas da atualidade, Andreas Borregaard explora contrastes e paralelos musicais. Ele apresenta novas sonoridades do acordeon em obras compostas especialmente para ele por três dos maiores compositores contemporâneos dinamarqueses. Além de peças solo, Borregaard interage com vídeo e se apresenta ao lado do Quarteto Camargo Guarnieri.

Berlin Counterpoint (ALE)

Duração: 70 minutos

Ingressos R$ 40 |? R$ 20 |? R$ 12 | 12 anos

28/11. Qua. 20h | Sesc São Carlos

29/11. Qui. 20h | Sesc Jundiaí

30/11. Sex. 20h | Sesc Sorocaba

01/12. Sáb. 21h | Sesc Bom Retiro

Unidos pelo prazer de se comunicar com todos os públicos, o sexteto Berlin Counterpoint é formado por músicos de diversas nacionalidades. Seu repertório vai do barroco à música contemporânea, incluindo obras tradicionais para quinteto de sopros e piano. Nos programas que fazem no Brasil, eles estreiam Allegro scorrevole, de Leonardo Martinelli, uma encomenda feita especialmente pelo Festival.

Tesla Quartet (EUA) e Ricardo Castro (BRA)

Duração: 70 minutos

Ingressos: R$ 40 |? R$ 20 |? R$ 12 | 12 anos

28/11. Qua. 20h30 | Sesc Rio Preto

29/11. Qui. 21h | Sesc Consolação

30/11. Sex. 20h | Sesc São Carlos

02/12. Dom. 19h | Sesc Sorocaba

O Tesla Quartet surgiu na Juilliard School, em 2008, e rapidamente se estabeleceu como um dos grupos jovens mais promissores de Nova York. Com técnica impecável e abordagem inovadora, o quarteto de cordas se apresenta ao lado do brasileiro Ricardo Castro, um dos pianistas mais brilhantes de sua geração e fundador do Neojiba. No programa, obras de Schumann, Villa-Lobos e do contemporâneo Marcus Goddard.

Para Crianças

Entre Tambores, Baquetas e Chocalhos (BRA)

Duração: 50 minutos

Ingressos: R$ 20 |? R$ 10 |? R$ 6 | grátis para crianças até 12 anos | Livre

24/11. Sáb. 16h30 | Sesc São Carlos

25/11. Dom. 10h30 | Sesc Jundiaí

Ingressos: Grátis l Livre

02/12. Dom. 17h | Sesc Campo Limpo

A convite do Festival, quatro jovens percussionistas brasileiros – Carlos dos Santos, Daniela Oliveira, Rafael Costa e Rosângela Rhafaelle – organizam um espetáculo que passeia por diferentes vertentes da percussão. “Entre tambores, baquetas e chocalhos” terá obras de Piazzolla, Richard Trythall, John Cage e do brasileiro Eduardo Guimarães Álvares.

O Mau Humor (ING)

Duração: 60 minutos | Livre

Ingressos: R$ 20 |? R$ 10 |? R$ 6 | grátis para crianças até 12 anos

23/11. Sex. 15h l Sesc Rio Preto

24/11. Sáb. 12h | Sesc Bom Retiro

25/11. Dom. 16h | Sesc Sorocaba

29/11. Qui. 20h | Sesc São Carlos

01/12. Sáb. 11h | Sesc Consolação

02/12. Dom. 10h30 | Sesc Jundiaí

Ingressos: Grátis

27/11. Ter. 15h | Sesc Campo Limpo

Formado por Catherine Carter, Jessie Maryon Davies, Sophie Rivlin e Ine?s Sampaio, o grupo Troupe reinventa o concerto como um evento teatral, produzindo performances para pessoas grandes e pequenas, com música, movimento e contação de histórias. As artistas colaboram com diretores e designers para criar produções únicas. Troupe apresenta ‘O Mau Humor’ seu segundo programa idealizado para a família, com narração em português.

? Trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes (Credencial Plena).

? Aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor de escola pública com comprovante.

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