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quinta, 09 de abril de 2020
Uma brincadeira para reviver a infância

Adrenalina e emoção para todas as idades; São Carlos tem o seu Clube do Rolimã

07 Fev 2020 - 09h34Por Marcos Escrivani
Famílias se reúnem aos finais de semana: meta é reviver a infância e curtir muito divertimento - Crédito: DivulgaçãoFamílias se reúnem aos finais de semana: meta é reviver a infância e curtir muito divertimento - Crédito: Divulgação

Faça chuva ou sol. Calor ou frio. Não tem problema: o clima pouco importa. Idade? Muito menos. Pode ser bem novinho. Sexo? Deixa pra lá. Isso é mero detalhe.

O importante, de fato, é pode estar em um ambiente familiar, rodeado de velhos (e novos) amigos, em um clima (este sim, importante) de confraternização, propício para a realização de um piquenique na área verde que há no entorno da pista e se divertir descendo uma ladeira de aproximadamente 800 metros. Importante: terminantemente proibida a presença de bebida alcoólica.

Onde isso? Por incrível que pareça, em São Carlos. Assim, um evento diferente, contagiante e que proporciona muita adrenalina. Uma atividade que deve constar na agenda daqueles que procuram divertimento e lazer.

Ia esquecendo de um detalhe: tudo gratuito, com carrinhos à disposição daqueles que desejam experimentar novas emoções. Pede-se apenas para que quem for, levar a família e levar um salgado ou um doce e refrigerante. Afinal o divertimento proporciona apetite e sede. Mas a recompensa ao final do dia, é garantida: a sensação de poder esquecer os problemas, reviver momentos da infância e deixar de lado o mundo virtual, um dos principais responsáveis pelo esquecimento de uma infância verdadeiramente feliz.

Toda essa introdução para revelar uma nova mania que agita São Carlos: o Clube do Rolimã, criado em agosto de 2019 pelo empresário Alexandre Aparecido Tello, 45 e que teve o apoio da esposa, a também empresária Mara Souza Tello, 43 anos. Ambos motivados pelos filhos Ana Júlia, 8 anos e David José, 3 anos, que eram apaixonados pelo mundo virtual (jogos eletrônicos em celulares).

Isso incomodou Tello que teve ainda o apoio do comerciante Marcos Semensatto, 52 anos que incentivou o filho Kairos, de 6 anos, a prática desta brincadeira.

O Clube do Rolimã teve como primeiro local uma descida de aproximadamente 350 metros no Parque Faber. Mas a descida não causava muita emoção. Foi quando um amigo indicou uma via expressa de aproximadamente 800 metros no Eco Tech, localizado no Damha São Carlos. “A descida é mais nervosa e o asfalto liso, propício para esta brincadeira”, conta Tello.

Desde então, todos os sábados e domingos, famílias se reúnem das 15h às 19h neste novo local onde acontecem as descidas cheias de adrenalina, regada a um piquenique graças a uma área verde no entorno do Eco Tech. “Ali o trânsito de veículo foi impedido neste horário e comparecerem muitas crianças e seus pais e um evento informal e onde é proibida qualquer bebida alcoólica”, salientou Tello, ao dizer que hoje o Clube do Rolimã tem 78 associados. “Além das crianças, muitas mulheres se divertem. Há aposentados, investigadores, bailarinos, empresários, comerciantes, universitários. Enfim todos que gostam, são bem-vindos. Sem distinção de classe social, cor, credo. O importante é a união, a confraternização e reviver bons momentos”, comentou. “E quem participa concorre a um brinde semanal da lanchonete Hamburguer & Cia”, emendou. “Semanalmente a adesão aumenta. Mais pessoas em busca de qualidade de vida, paz de espírito e divertimento”.

COMO COMEÇOU

Tello reside com a família na rua Santa Tereza, no Jardim Botafogo e ficou incomodado ao ver seu filho David José, com 3 anos, vendo vídeos e brincando em seu celular, deixando a realidade de lado. “Ele parecia abobado”, disse.

Começou a pensar em alternativas para tirá-lo do mundo virtual e passou a buscar em seus pertences algo que chamasse a sua atenção.

“Dentro da casinha de um dos meus cachorros achei três rodinhas de rolimã, abandonada há uns 10 anos. Estavam oxidadas. Depois peguei madeiras em minha construção e construí o Mad Max (primeiro carrinho). Peguei a família e fomos na descida do Parque Faber. Não tinha muita emoção até quando mudamos para o Eco Tech. Ai tudo mudou. Achamos um novo local e fiz um vídeo onde o Marquinhos (Semensatto) viu e aderiu desde então a ideia e a iniciativa de fazer o Clube do Rolimã”, afirmou, salientando ainda o apoio e incentivo do também comerciante Ari Brocco, 40 anos e seu filho Gabriel, de 8 anos, que participam desde o início das atividades.

INFÂNCIA VIVA

Durante a entrevista, a reportagem do São Carlos Agora indagou Semensatto o que levou a aderir a tal ideia. “Faz a gente lembrar da infância, dos bons momentos. Éramos felizes e não sabia”, comentou.

A prova de que o rolimã está guardado nas mais inocentes lembranças foi a presença no último sábado, 31, do aposentado Pedro César Alves, de 80 anos (https://drive.google.com/file/d/1TukQmnr9oYT6nxaGwBhPLTTFbV5ye6IH/view).

Acompanhado do filho, desceu a ladeira por cinco vezes e voltou a ser criança. “É muito bom, é gostoso. Muita emoção”, disse emocionado, em poucas palavras.

PROJETO REVIVER

O sucesso do Clube do Rolimã faz com que Tello e Semensatto começar a pensar alto. Inclusive já fazem um trabalho social nas brincadeiras semanais na Eco Tech.

Tello leva 15 carrinhos de rolimã e Semensatto outros cinco. A finalidade: aqueles que for ver a brincadeira, poderão se divertir, pois os carrinhos são emprestados sem nenhum tipo de custo. “Muitas crianças não tem condições. Então a gente deixa todo mundo brincar. É um trabalho social que faz bem para nosso espírito”, comentou Semensatto.

O próximo passo do Clube do Rolimã é elaborar o Projeto Reviver e nele está inserido brincadeiras que fizeram a diversão de muitos altos de hoje, como bets, peão, estilingue, bolinha de gude, golzinho de rua, dança em conjunto (passinho, com músicas flash back). “Seria um Cultural Games e com a finalidade de fazer a proposta estar no calendário oficial de São Carlos. Um dia, uma semana de jogos para reviver os bons tempos. Queremos criar uma associação sem fins lucrativos para promover oficinas, ensinar crianças a fazre carrinhos de rolimã, tacos de bets. Enfim, tirar essa meninada do celular, de jogos eletrônicos, do mundo virtual e mostrar como é gostoso o calor humano, um abraço, um sorriso, uma brincadeira. Vamos tentar buscar apoio junto a escolas para mudar este panorama de nossas crianças. Somos os inimigos número um do mundo virtual. As crianças precisam é de queimar calorias, correr, brincar. Até ter uma raladinha na pele. Isso marca positivamente a infância”, desabafou Tello. “Vamos resgatar os bons valores”.

Quem quiser detalhes sobre o Clube do Rolimã, basta entrar em contato com Tello (16 99314-0954) ou Semensatto (16 98194-2863) – ambos WhatsApp. Ou então ir até a pista da Eco Tech aos sábados e domingos a partir das 15h e se preparar para muita diversão.

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