
O corpo do aposentado são-carlense Celso Luiz Morasco, 67, foi encontrado com sinais de tortura no início da noite do último sábado (15), no Guarujá, litoral de São Paulo.
Segundo as investigações da Polícia Civil, o são-carlense que atualmente residia em um condomínio da praia de Pitangueiras, encontrava-se desaparecido desde às 18h30 da última quinta-feira (13), quando teria deixado o apartamento onde residia, dizendo que iria até uma padaria no bairro e simplesmente desapareceu misteriosamente.
A esposa de 56 anos, comunicou o filho, um arquiteto de 35 anos e eles começaram a ligar no celular e mandar mensagens pelo Whatsapp para Celso, mas o celular já estava desligado.
A família comunicou inicialmente os policiais do Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM) e informou que o aposentado teria deixado o prédio em que residia dirigindo seu Ônix.
ÔNIX
Através do rastreador, por volta das 5h de sexta-feira (14), foi apurado que o Ônix estaria rodando pela avenida Presbítero Lemos de Souza, no bairro Morrinhos, também no Guarujá. Já por volta das 8h, a dona de casa R.S.R., 34, acionou a Polícia Militar informando que estaria no interior de sua moradia, localizada na rua 3, quando ouviu um barulho e foi averiguar do que seria, quando constatou que que seu veículo, um Honda Civic estaria com a traseira danificada após ter sido colhido pelo Ônix, preto, com placas de São Paulo/SP, o qual ainda colidiu contra o caminhão Iveco e mergulhou no canal. Ao averiguar o carro os PMs constataram que não havia ninguém em seu interior e ao checarem as placas descobriram que o Ônix, pertenceria ao são-carlense Celso Luiz Morasco, que ainda encontrava-se desaparecido.
Verificando imagens de câmeras de vigilância de prédios comerciais, policiais militares e integrantes da Central de Polícia Judiciária (CPJ) do Guarujá, constataram que dois marginais teriam deixado o carro no interior do canal e desapareceram, na comunidade e um deles aparentava ser um adolescente que já seria conhecido nos meios policiais. Peritos do Instituto de Criminalística (IC) do Guarujá, foram acionados e realizaram toda coleta de digitais e outros detalhes para que a Polícia Civil possa dar prosseguimento nas investigações. Após todos levantamentos o carro foi retirado do canal e encaminhado para CPJ, onde a delegada Edna Pacheco F. Garcia, registrou o caso como acidente de trânsito sem vítima. Em seguida o carro foi entregue ao filho de Celso.

CORPO
No início da noite de sábado (15), uma denúncia anônima ao 190 da Polícia Militar, levou policiais militares a localizarem o corpo de Celso, que estava dentro de uma vala, com graves sinais de tortura e facadas, além de parcialmente queimado. Após todos os levantamentos de peritos do Instituto de Criminalística (IC) do Guarujá, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Santos, onde o filho realizou o reconhecimento do corpo.
CONFISSÃO DE ADOLESCENTE
Sabendo que a polícia estaria apertando o cerco na comunidade investigada e chegaria aos marginais, na noite de domingo (16), uma advogada acompanhada de um adolescente de 17 anos, apresentou o menor no Plantão da Polícia Civil, o qual espontaneamente confessou sua participação na aventura macabra com outro adolescente que terminou com a morte brutal do são-calrense . O menor disse que o aposentado foi morto na mesma noite que foi arrebatado.
Após ser ouvido por várias horas, adolescente e foi encaminhado coma advogada e a mãe para o IML de Santos, onde passou por exame de corpo de delito e posteriormente foi liberado à advogada para apresentá-lo na Vara da Infância e Juventude para as providencias cabíveis.
SEPULTAMENTO EM SÃO CARLOS
Na noite de domingo (16), em urna lacrada o corpo do aposentado Celso Luiz Morasco, 67, foi transladado para São Carlos, onde na tarde de segunda-feira (17), por volta das 16 horas, foi sepultado no cemitério Nossa Senhora do Carmo. A Polícia Civil ainda segue nas investigações e outras pessoas poder ser envolvidas no bárbaro crime.