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domingo, 19 de maio de 2019
Qualidade de Vida

Síndrome de Serotonina

25 Abr 2019 - 06h50Por (*) Paulo Rogério Gianlorenço
Síndrome de Serotonina -

Serotonina é um neurotransmissor que atua no cérebro e em outros sistemas do corpo e proporciona a sensação de bem-estar, porém seu desregulamento pode gerar transtornos de humor, como ansiedade e depressão, quando produzida no cérebro de maneira adequada, é muito importante manter uma alimentação balanceada, praticar exercícios físicos e tomar banhos de sol com regularidade para que este bem-estar seje corretamente alcançado. Assim como a endorfina e a dopamina, a serotonina é considerada um hormônio da felicidade e do prazer tem como função a condução de impulsos nervosos de um neurônio a outro.

Produzida por meio de aminoácidos, como o triptofano, encontrados em alguns alimentos, tais como nozes, queijo e carne vermelha, e se localiza principalmente no sistema digestivo, embora também esteja nas plaquetas do sangue e em todo o sistema nervoso central.

A síndrome serotoninérgica, popularmente conhecida como síndrome da serotonina, é um conjunto de sinais e sintomas que tem origem num aumento rápido de serotonina, substância química produzida no cérebro. A síndrome da serotonina ocorre quando a sinapse (a comunicação entre dois neurônios) é estimulada acima do desejável, isso pode ocorrer em função da ingestão de uma ou mais de uma substância que aumentam a produção de serotonina, trata-se de uma condição decorrente da exacerbada estimulação de receptores serotoninérgicos centrais e periféricos, caracterizada por alterações do estado mental, bem como das funções motoras e autônomas.

As causas desta síndrome são diversas, normalmente decorre de uma interação medicamentosa, quando dois ou mais fármacos que elevam a neurotransmissão serotoninérgica por meio de distintos mecanismos são utilizados concomitantemente, ou em overdose, em casos raros pode resultar de uma overdose causada por somente um agente.

A síndrome da serotonina acontece em pessoas que tem algum problema relacionado à baixa produção de serotonina, como depressão, transtornos de ansiedade ou transtornos alimentares. Essas pessoas estão com algum tipo de transtorno em função da baixa de serotonina no cérebro, e assim o médico indica a medicação correta para tratar o problema.

Para o papel da serotonina é importante saber que no nosso cérebro os neurônios nunca se encontram, a comunicação entre eles é feita na sinapse, que é o espaço entre eles, um neurônio lança nesse espaço o neurotransmissor, no caso a serotonina, que encaixa como se fosse uma chave numa fechadura no outro neurônio, fazendo com que esse segundo neurônio sofra uma reação elétrica, libere serotonina de volta, que é recaptada pelo neurônio que liberou a substância inicialmente.

Várias substâncias podem aumentar de modo abrupto essa serotonina (como o aminoácido triptofano), aumentar a liberação da serotonina que está guardada (drogas como anfetaminas ou a cocaína), estimular diretamente esse receptor (drogas como o LSD), aumentar a sensibilidade desses receptores (medicamentos como o lítio), inibir a destruição da serotonina dentro da célula (alguns antidepressivos) ou inibir o reaproveitamento, a recaptação da serotonina como todos os antidepressivos que são conhecidos exatamente por essa ação, os inibidores de recaptação de serotonina (como a fluoxetina, sertralina, paroxetina, entre outros).

As pessoas que tem indicação para remédios que aumentam a serotonina podem viver a seguinte situação: como o segundo neurônio, aquele que recebe a serotonina (não o que produz) estava numa situação de baixa de serotonina, esse neurônio pode tentar compensar a situação aumentando o número de receptores, sendo pouca serotonina, esse aumento tenta compensar a situação.

O diagnóstico da síndrome da serotonina é feito em pessoas que estejam utilizando as substâncias suspeitas por ocasionar o quadro e que não tenham outra doença que justifique os sintomas. Não existem exames específicos para confirmar a síndrome serotoninérgica, podem ser úteis apenas para excluir outras desordens que levam a um quadro clínico semelhante como síndrome anticolinérgica, toxicidade à carbamazepina, infecções do sistema nervoso central, abstinência etílica, abstinência a alguns fármacos (hipnóticos, sedativos ou opioides), insolação, toxicidade ao lítio e overdose de simpaticomiméticos.

 

O paciente acometido pela síndrome apresenta pelo menos três dos sintomas que citarei abaixo.

Agitação, Alterações mentais, como confusão ou hipomania, Arrepios, Diarréia, Espasmos musculares, Febre, Movimentos descoordenados, Reflexos neurológicos aumentados, Sudorese intensa sem que tenha havido qualquer atividade física exaustiva, Tremores, Alterações na pressão sanguínea, Alucinações, Náusea, Perda de coordenação, Ritmo cardíaco rápido e pressão sanguínea alta, Temperatura corporal aumentada e Vômitos.

O tratamento é feito com base na suspensão do agente desencadeador da síndrome, juntamente com o tratamento de suporte e sintomático, até que as manifestações clínicas sejam extintas, se baseando no manejo dos sintomas e na tentativa de restaurar os níveis normais de serotonina, o que pode ocorrer por medicamentos orais ou intravenosos.

A serotonina afeta todo o organismo, das emoções às habilidades motoras. Auxilia a coagulação sanguínea, leva ao processo de vasoconstrição, o que facilita a coagulação sanguínea, Auxilia no intestino, Bem-estar dos ossos, Efeito cicatrizante, importante para função sexual, Previne náuseas, Regula o humor, aumenta a felicidade, melhora o humor e Regula o sono.

Depressão, bipolaridade e ansiedade são transtornos que podem estar associados a baixos níveis de serotonina. Uma baixa concentração deste hormônio é percebida por meio de diversas alterações, normalmente associadas ao humor, Ansiedade, Autoestima baixa, Compulsão alimentar, especialmente por alimentos doces ou ricos em amido, Fadiga, Falta de atenção, Falta de paciência, Irritabilidade, Mau humor, Problemas de memória, Sonolência ou insônia.

A melhor forma de evitar novas crises da síndrome da serotonina é fazendo acompanhamento correto com o médico psiquiatra e comunicando rapidamente se perceber a origem dos sintomas, o paciente deve utilizar a medicação prescrita pelo seu médico de modo correto e jamais fazer uso de drogas ilícitas que podem desencadear o quadro. Se a síndrome da serotonina for tratada a tempo e de modo correto, a recuperação é total.

Manter uma rotina equilibrada, não só para manter os níveis de serotonina adequados, como para ter qualidade de vida de forma geral, com mais felicidade bom-humor e saúde, o paciente deve seguir medidas que regulam a quantidade do hormônio do prazer, alimentação adequada como, Vinho tinto, Chocolate amargo, Carnes magras, Cereais integrais, Abacaxi, Banana e pratique Atividades físicas.

O autor é graduado em Fisioterapia pela Universidade Paulista Crefito-3/243875-f Especialista em Fisioterapia Geriátrica pela Universidade de São Carlos e Ortopedia. Atua em São Carlos.

Esta coluna é uma peça de opinião e não necessariamente reflete a opinião do São Carlos Agora sobre o assunto.

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