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quarta, 18 de setembro de 2019
Dia a Dia no Divã

Doenças emocionais

11 Mar 2019 - 06h50Por (*) Bianca Gianlorenço
Doenças emocionais -

Doenças emocionais são as dores e reações físicas vindas da mente. Não é de hoje que a ciência busca explicações psíquicas para as doenças, e já comprovou que muitos sintomas do corpo nascem de dores emocionais. A maior dificuldade é aceitar que as vezes a doença não possui um agente físico para atestar os sintomas. O paciente, dessa forma, sofre com os sintomas e com a desconfiança social que questiona a autenticidade da doença.

Já foi o tempo em que as chamadas “doenças dos nervos” eram consideradas “frescuras” ou apenas sintomas que acometiam pessoas pouco resistentes. Hoje, tais problemas são clinicamente diagnosticados como doenças psicossomáticas e seu estudo ganha cada vez mais a atenção da classe médica.

Quando a mente sofre, o organismo como um todo pode ficar predisposto a desenvolver doenças. Sabemos que as emoções não são apenas elementos imateriais, mas têm correspondência bioquímica. Dessa forma, após um período irrigando o corpo com certos elementos há o adoecimento.

. Questões mal resolvidas que abalam a estrutura emocional do indivíduo acabam por ser atualizadas em forma de sintoma, o que se constitui em uma possibilidade de a pessoa olhar para sua dificuldade e trabalhá-la.

Descobrir que um sintoma físico tem por trás uma desordem emocional não é nada fácil. Primeiro porque a medicina, de maneira geral, trabalha com dados concretos em suas avaliações. Buscam-se vírus, bactérias, disfunções orgânicas e demais provas para averiguar o problema. Quando nada é encontrado, normalmente a doença é descaracterizada, o que prejudica um diagnóstico preciso.

Por doença psicossomática entende-se qualquer sintoma físico ou psíquico que tenha origem na mente do paciente. Ou seja, embora se manifeste concretamente, não tem necessariamente uma origem orgânica. Portanto, o fato dela ter origem na mente, não quer dizer que não exista realmente.

É necessário ir em busca de profissionais que entendam o ser humano em sua integralidade, e não privilegiem o corpo em detrimento da mente.

Para o tratamento alcançar a eficácia desejada, o paciente deve ter o apoio de vários profissionais. Por exemplo, o médico, que possibilitará o alívio do sintoma físico; o psicólogo, que trabalhará a questão psíquica por trás da doença física e, se for o caso, o assistente social, fisioterapeuta, etc.

As principais causas das doenças psicossomáticas são o estresse, a ansiedade, a frustração, entre outras emoções que, quando não controladas, podem causar depressão, além de afetar diversos outros sistemas orgânicos. Dentre os principais sistemas afetados estão o cardiológico, o respiratório, o gastrointestinal, o dermatológico, o endócrino e o nervoso.

Como se vê, não são poucos os malefícios que podem ser causados pelo lado emocional das pessoas. Com tais sistemas afetados, as principais doenças que podem se manifestar são úlcera, gastrite, asma, bronquite, diabetes, dermatites, hipertensão, angina, taquicardia, enxaqueca, entre outros. A lista é grande e seus sintomas não devem ser ignorados.

Dessa forma, o tratamento multidisciplinar deve ser privilegiado.

 Lembrando que a divisão mente/corpo é puramente conceitual, devemos entender o paciente em sua totalidade como um ser social, corporal e psíquico.

(*) A autora é graduada em Psicologia pela Universidade Paulista. CRP:06/113629, especialista em Psicologia Clínica Psicanalítica pela Universidade Salesianos de São Paulo e Psicanalista. Atua como psicóloga clínica.

Esta coluna é uma peça de opinião e não necessariamente reflete a opinião do São Carlos Agora sobre o assunto.

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