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sexta, 22 de janeiro de 2021
Qualidade de Vida

Choque Neurogênico

25 Out 2018 - 06h59Por (*) Paulo Rogério Gianlorenço
Choque Neurogênico -

O choque neurogênico acontece quando existe uma falha de comunicação entre o cérebro e o corpo, fazendo com que os vasos sanguíneos percam o seu tônus e dilatem, dificultando a circulação do sangue pelo corpo, quando isso acontece, os órgãos deixam de receber o oxigênio e os nutrientes necessários e, por isso, deixam de conseguir funcionar, criando uma situação que coloca a vida em risco.

O choque neurogênico é uma condição clínica em que o volume sanguíneo é anormalmente deslocado para os tecidos periféricos levando á hipotensão e hipoperfusão tissular. O choque neurogênico causado por um desequilíbrio entre as estimulações simpáticas e parassimpáticas.

Entendendo melhor o que é sistema nervoso simpático e parassimpático:

Sistema Nervoso Simpático: O sistema nervoso autônomo simpático promove o aumento da freqüência e contratilidade cardíaca para fins de aumentar o débito cardíaco e conseqüentemente a pressão arterial. Além disso, faz vasoconstrição periférica, reduzindo a quantidade de sangue nos tecidos periféricos e concentrando o sangue nos vasos centrais de modo a aumentar o volume de sangue que chega ao coração, contribuindo para o aumento da pressão arterial.

Sistema Nervoso Parassimpático: O sistema nervoso autônomo parassimpático, em relação ao sistema cardiovascular, tem a função de promover a diminuição da freqüência e contratilidade cardíaca para fins de diminuir o débito cardíaco e conseqüentemente diminuir a pressão arterial. O sistema parassimpático também faz vasodilatação periférica, aumentando a quantidade de sangue nos tecidos periféricos e diminuindo a quantidade de sangue nos vasos centrais, assim, há uma redução da pressão arterial. Além disso, promove a diminuição do retorno venoso causado pela diminuição central de sangue, diminuindo por sua vez a pré-carga (diminuição do enchimento cardíaco ventricular que, durante a sístole ventricular) e reduzindo conseqüentemente o débito cardíaco.

Este tipo de choque é mais freqüente em acidentes de viação e quedas, por exemplo, quando há uma lesão da medula espinhal, no entanto, também pode surgir devido a problemas no cérebro. A principal causa de choque neurogênico é o acontecimento de lesões na coluna, devido a pancadas fortes nas costas ou acidentes de trânsito, por exemplo. Lesão raquimedular; Ação depressora de medicamentos; Reação ou choque insulínico provocado pela ausência de glicose sanguínea; Anestesia espinhal ou; Lesão do tecido nervoso.

Os dois primeiros sintomas mais importantes do choque neurogênico são a diminuição rápida da pressão arterial e o abrandamento do batimento cardíaco (diminuição do batimento cardíaco), também são freqüentes outros sinais: Diminuição da temperatura corporal, abaixo de 35,5ºC; Respiração rápida e superficial; Pele fria e azulada; Tonturas e sensação de desmaio; Excesso de suor; Dor no peito.

Se existir suspeita de choque neurogênico é muito importante ir imediatamente ao pronto-socorro ou chamar ajuda médica, ligando o 192, para que possa ser iniciado o tratamento adequado, que normalmente é feito na UTI com remédios diretamente na veia. Se a pessoa sofrer uma queda tome muito cuidado não é indicado remove - lá, sempre chame os profissionais de resgate bombeiros, SAMU o mais rápido possível.

O tratamento para o choque neurogênico deve ser iniciado o mais rápido possível para evitar complicações graves que colocam a vida em risco.

Dessa forma, o tratamento pode durar entre uma semana até vários meses, dependendo do tipo de lesão e da gravidade da situação. Após estabilização dos sinais vitais e recuperação do choque, geralmente é necessário fazer sessões de Fisioterapia para recuperar força muscular, a função dos membros ou para se adaptar à realização das atividades diárias e com isso voltar a ter a melhor qualidade de vida possível no dia a dia.

O autor é graduado em Fisioterapia pela Universidade Paulista Crefito-3/243875-f Especialista em Fisioterapia Geriátrica pela Universidade de São Carlos e Ortopedia. Atua em São Carlos.

Esta coluna é uma peça de opinião e não necessariamente reflete a opinião do São Carlos Agora sobre o assunto.

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