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quinta, 05 de dezembro de 2019
Qualidade de Vida

Bico de Papagaio (Osteófito ou Osteofitose)

21 Nov 2019 - 07h00Por (*) Paulo Rogério Gianlorenço
Bico de Papagaio (Osteófito ou Osteofitose) -

Olá amigos leitores. Segue aqui a continuação da coluna Bico de Papagaio que foi postada na semana passada em 14 de novembro de 2019 para um melhor entendimento, desde já nossos agradecimentos a todos que nos seguem.

Bico-de-papagaio ou Osteofitose (Osteófito) é uma patologia que se caracteriza pelo crescimento anormal de tecido ósseo em torno de uma articulação das vértebras cujo disco intervertebral, que deveria funcionar como amortecedor entre os ossos, está comprometida. Além do desgaste natural dos discos intervertebrais próprio da idade e da predisposição genética, estão entre as causas mais frequentes do aparecimento do bico-de-papagaio a má postura, a obesidade e o sedentarismo.

Este problema é mais comum partir dos 45 anos de idade devido ao desgaste dos discos da coluna vertebral que ocorre com o envelhecimento. Além disso, é mais frequente quando se tem excesso de peso, não se pratica atividade física nem nunca praticou e já se sofreu traumas na coluna ou se tem uma doença reumática.

Portanto, avaliação médica no início do problema é extremamente necessária e eficaz para detectar e tratar os problemas gerados, é importante ficar alerta quanto ao aparecimento de algum sintoma e procurar ajuda médica. Acredito que seguir protocolos propostos pela medicina gerenciada é mais eficaz em economizar recursos dos acionistas do plano de saúde do que em salvar vidas.

Eventuais tratamentos necessários vão depender do grau de acometimento do paciente pela doença, nos casos dos bicos de papagaio, se há ou não envolvimento das raizes nervosas, como nas hérnias de disco e nas estenoses de canal lombar, a presença de reumatismos, problemas endócrinos, tiroide, gônadas, pâncreas e rins, contaminações exógenas, alergias alimentares, problemas musculares e posturais e até ocupacionais.

Hoje a osteoartrite e os bicos de papagaio são tratados, essencialmente, como uso de anti-inflamatórios e de estimulantes da produção de matriz de cartilagem.

Na maioria dos casos, as medidas terapêuticas devem evoluir de medidas menos invasivas e integrativas como a Fisioterapia, a Acupuntura, a homotoxicologia, a homeopatia a ozonioterapia medicinal, para medidas como as cirurgias minimamente invasivas, tratamento com laser e radiofrequência, terapias endoscópicas ou mesmo as artrodeses, em último caso.

Para evitar a formação é importante ter alguns cuidados, como:

Manter uma postura correta ao sentar, andar e dormir;

Evitar pegar em cargas elevadas;

Ter um peso adequado e, se necessário emagrecer;

Mudanças no estilo de vida são fundamentais para prevenir ou evitar a formação de bicos-de-papagaio, uma doença encarada como banal, mas que pode provocar dor, desconforto e restrição de movimentos;

A prática mal orientada de exercícios físicos, em vez de ajudar, pode ser responsável por traumas contínuos na coluna que facilitarão o aparecimento das expansões ósseas características da osteofitose;

Os bicos-de-papagaio constituem um processo que leva muito tempo para estabelecer-se. Quando se instala, porém, exige cuidados pela vida toda;

Os primeiros sintomas sugestivos da osteofitose são razão suficiente para procurar um ortopedista para controle e tratamento da enfermidade.

Praticar atividade física regulamente, principalmente exercícios com pouco impacto como hidroginástica, Pilates, andar de bicicleta, nadar, alongamentos e o mais importante é o fortalecimento das costas e abdominal, o Pilates surge como uma boa dica de prevenção e cuidados nos casos em que a doença está instalada.

Assim, para quem já tem bico de papagaio na coluna, a melhor dica é cuidar para que não piore e fazer Fisioterapia para diminuir as dores nas costas. A Fisioterapia e a prática de prática regular de exercícios físicos são recursos benéficos para controle da doença.

Não existe tratamento para recuperar o disco intervetebral. O desgaste que sofreu é irreversível. Analgésicos e anti-inflamatórios podem ser úteis para aliviar a dor, mas o fundamental é desenvolver hábitos que facilitem corrigir os problemas de postura.

Casos mais graves indicativos de desalinhamento progressivo da coluna ou de distúrbio neurológico podem exigir intervenção cirúrgica.

Prevenir o aparecimento dos bicos de papagaio e a osteoartrose da coluna vertebral é um processo que passa pela reeducação e pela aquisição de novos conceitos em vida. A chave do sucesso nessa empreitada não é uma receita de bolo, não é uma modalidade de Fisioterapia e nem uma técnica cirúrgica específica, e muito menos fingir que o problema não existe e que velhice é assim mesmo é preciso, antes de tudo, identificar fatores agravantes para cada caso e adotar medidas compatíveis afim de conduzir uma abordagem médica de sucesso e o mais importante a melhor Qualidade de Vida possível.

(*) O autor é graduado em Fisioterapia pela Universidade Paulista Crefito-3/243875-f Especialista em Fisioterapia Geriátrica pela Universidade de São Carlos e Ortopedia.

Esta coluna é uma peça de opinião e não necessariamente reflete a opinião do São Carlos Agora sobre o assunto.

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