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sábado, 23 de janeiro de 2021
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Artigo Tati Zanon: Um novo modelo de trabalho

16 Nov 2017 - 13h42Por (*) Tati Zanon
Foto: Divulgação - Foto: Divulgação -

Há quase um ano e meio, quando Michel Temer assumiu a presidência do país, um dos primeiros assuntos a serem colocados em pauta foi a reforma da previdência social, que já acumula uma dívida que ultrapassa os R$420 bilhões, sendo que algumas delas datam da década de 1960- inacreditável, sim?

Enquanto os administradores públicos esgotam a pauta através da troca de favores que, sabemos muito bem, tem como objetivo último beneficiar os trabalhadores, observa-se uma tendência nas empresas que pode ser a gota de esperança para muitos que perdem noites de sono contando os dias para suas aposentadorias.

De acordo com matéria publicada no portal da BBC Brasil, a felicidade do trabalhador tem-se tornado o centro de negócios em algumas empresas. Não por mera bondade dos empresários, somente, mas, entre outros motivos, pelo fato de diversas pesquisas apontarem que pessoas felizes no trabalho produzem de 7 a 12% a mais.

Em um dos episódios do programa "Fora da Caixa", exibido pelo canal pago "Mais Globosat", dois jovens empreendedores seguem esse conceito a risca. No episódio "Inovação e mercado", o proprietário da rádio carioca "Ibiza" explica seu modelo de gestão: foco no indivíduo. "Nosso segundo foco é fazer com que esse indivíduo consiga fazer outro feliz também", afirmou.

É claro que, embora seja uma nova tendência, ainda há muito o se percorrer para que ela se transforme em prioridade, e mais ainda obrigatoriedade. Mas já enxergo uma luz no fim do túnel, pois esse novo modelo de negócios dá força à velha máxima de que "o dinheiro não traz felicidade", mas sim a satisfação em fazer o que se ama ou, pelo menos, aprender a gostar daquilo que se faz. E o dinheiro acaba sendo uma consequência, e não um objetivo.

Lembro-me de uma frase que um psicólogo me disse há muitos anos, e que me marcou bastante. "Você passa grande parte de sua vida trabalhando. Se você não estiver feliz em seu trabalho, é como se sua vida estivesse sendo completamente desperdiçada".

Sei, queridos leitores, que a vida, muitas vezes, reserva-nos uma infinidade de surpresas, e nem sempre é possível dedicar-se a fazer aquilo que realmente amamos. Mas se tivermos como objetivo de vida a felicidade, isso certamente será extrapolado para o nosso ofício. Dessa forma, reformas previdenciárias não deixarão tantos de cabelo em pé, e já não serão mais utilizadas como troca de favores entre os bandidos que nos governam. Que assim seja!

Foto: Divulgação

 

E vocês, queridos leitores, têm alguma sugestão uma escola que seja capaz de nos fazer APRENDER? Deixem seus comentários aqui ou em minha página no Facebook.

(*) A autora é jornalista e pesquisadora em Gestão do Conhecimento e Sistemas de Informação.

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