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quinta, 29 de outubro de 2020
Artigo Netto Donato

A Copa do Mundo é nossa, mas e o Brasil?

08 Jun 2018 - 07h09Por (*) Netto Donato
A Copa do Mundo é nossa, mas e o Brasil? -

Estamos a uma semana do início da Copa do Mundo na Rússia. Sabemos que todo brasileiro é apaixonado por futebol. O futebol é magia, é emoção, é alegria e, por vezes, ele acaba funcionando como uma válvula de escape para um povo tão sofrido e maltratado.

Essa válvula é facilmente posta à prova, infelizmente, quando nos deparamos com a violência existente entre as torcidas de futebol do nosso país. Pessoas que respiram o dia a dia de um clube de futebol, para fugir das mazelas da vida e da dura realidade em que vivem, utilizam-se do esporte para extravasar toda sua angústia e fúria.

Por sua vez, isso muda de figura durante a Copa. De quatro em quatro anos o povo brasileiro entra de corpo e alma na torcida pela seleção canarinho, sempre apoiando o time, na esperança de mais uma vitória esplendorosa da seleção para nossa alegria plena, sempre inspirados pelo nosso futebol alegria e ousadia.

Todavia, muito me preocupa que enquanto esperamos ansiosamente o início da Copa, principalmente o primeiro jogo da esquadra verde amarelo, o Brasil vive um dos momentos mais delicados de nossa história, com problemas de segurança pública, instabilidade econômica e política e o crescimento do radicalismo de opinião, chegando ao ponto de pessoas acreditarem, de forma equivocada, que ao abrir mão da democracia a situação possa melhorar.

Por isso, escrevo este texto para refletirmos sobre nossa situação atual antes de entrarmos no ritmo da Copa, pois logo em seguida do campeonato de futebol teremos um momento crucial para nosso futuro – as Eleições 2018.

Sob nossa responsabilidade estará a escolha do Presidente da República, Governador, Senadores e Deputados Federais e Estaduais. E para não cometermos os mesmos erros do passado temos que refletir e analisar todos os candidatos, seus projetos e propostas que possam contribuir para a melhora real do nosso país.

Que a Copa, independente do resultado atingido, não desvie a atenção para o que realmente é essencial para o povo.

Devemos lembrar que nosso voto é um dever e um direito, um gesto simples, mas ao mesmo tempo uma escolha dificílima. Temos que lembrar que até pouco tempo atrás nem todos podiam votar e o voto universal foi um direito arduamente conquistado, por isso deve ser encarado como uma responsabilidade das maiores.

Vamos votar consciente. Nosso voto é uma arma poderosíssima, capaz de definir os rumos e o destino de nosso país. Seu uso de maneira errada refletirá, no mínimo, por quatro anos.

Força Brasil! Estamos na torcida!

(*) O autor é advogado, especialista em Direito Público e mestre em Gestão e Políticas Públicas, na Fundação Getúlio Vargas - FGV/SP.

O exposto artigo não reflete, necessariamente, o pensamento do São Carlos Agora.

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