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quarta, 21 de abril de 2021
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Varejo na região de São Carlos deve perder cerca de R$ 135,7 milhões em 2018 devido aos feriados nacionais

Segundo análise divulgada pelo Sincomercio São Carlos essa queda será aproximadamente 18% maior que o projetado para 2017

17 Jan 2018 - 09h29Por Redação
Foto: Divulgação - Foto: Divulgação -

O comércio varejista na região de Araraquara, na qual está inserida a cidade de São Carlos, SP, deve perder cerca de R$ 135,7 milhões em 2018 por conta dos feriados nacionais e pontes, segundo estimativas da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Esse montante, divulgado nesta semana pelo Sindicato do Comércio Varejista de São Carlos (Sincomercio), é aproximadamente 18% superior ao dado projetado em 2017.  Apesar do número de feriados e pontes em 2018 será o mesmo de 2017, 15, esse aumento é motivado exclusivamente pela melhora da estimativa de crescimento nas vendas do comércio para este ano.

Para o presidente do Sincomercio São Carlos, Paulo Roberto Gullo, é difícil para o empresário do comércio recuperar todo esse prejuízo. "Uma pequena recuperação pode-se ter. Porém, a venda por impulso será definitivamente perdida. Para recupera a venda pensada, o comerciante deve se fazer presente, divulgando, de alguma forma, que depois do feriado seu estabelecimento estará aberto, com promoção, com seu melhor produto. Ele tem que se fazer ser lembrado", recomenda.

O segmento 'Supermercados' deve ser o que mais deixará de faturar, em torno de R$ 63 milhões, prejuízo 16% maior em relação a 2017, correspondendo a 46% das perdas totais da região. No entanto, 'Lojas de móveis e decoração' terá a maior variação do prejuízo, aproximadamente 45% acima do estimado para 2017, com perdas de R$ 1 milhão.

Para as demais atividades, as projeções também são de prejuízo: Outras atividades (de R$ 39,6 milhões, montante 14% superior a 2017); Farmácias e perfumarias (de R$ 17 milhões, aumento de 22% sobre o ano anterior); e Lojas de vestuário, tecidos e calçados (de R$ 15 milhões, 36% acima de 2017).

Nos cálculos, divulgados pelo Sincomercio São Carlos, foi limitado aos feriados nacionais e setores passíveis de sofrerem uma redução no ritmo de vendas, em que a compra por impulso é relevante, uma vez que os produtos, em grande parte, têm um valor unitário mais baixo, como o setor de roupas e calçados, perfumarias e cosméticos etc. Além disso, está sendo considerado que apenas uma parcela pequena das vendas nos feriados e pontes sejam afetadas, e não o faturamento do dia todo. Cada feriado é ponderado de acordo com o tamanho do comércio daquele mês de referência.

Destaca-se também que a Copa do Mundo será realizada entre os meses de junho e julho, e o Brasil jogará em dias de semana, como quarta e sexta-feira. Porém, o estudo não considera esses dias por haver diferenças de políticas entre as empresas, podendo ou não liberar os funcionários por tempo parcial ou total.

Vale ressaltar, por fim, que, até novembro passado, as pequenas e médias empresas (cerca de 80% do total) apresentavam grande dificuldade para abrir nesses feriados. Muitas delas optavam por não abrir devido aos custos trabalhistas e de funcionamento não cobrirem o faturamento daquele dia.

Paulo Gullo destacou, ainda, que a nova legislação trabalhista poderá facilitar essa decisão. "Haverá a negociação entre empregado e empregador sobre a possível abertura. Além disso, caso seja um feriado importante para uma determinada atividade, pode-se utilizar do novo modelo de contrato intermitente", concluiu.

IMPACTO ESTADUAL

Segundo as estimativas divulgadas pelo Sincomercio, o comércio varejista do Estado de São Paulo deve perder R$ 4,6 bilhões em 2018, em decorrência dos feriados nacionais e pontes. Esse montante é 16% superior ao dado projetado em 2017. O segmento de Supermercados deverá ser o mais prejudicado, perdendo em torno de R$ 2,1 bilhões, prejuízo 14% maior em relação a 2017, correspondendo a 47% das perdas do montante total. Os segmentos que devem apresentar as maiores variações serão Lojas de móveis e decoração e Lojas de vestuário, tecidos e calçados, ambos com um prejuízo estimado 24% maior que o de 2017.

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