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terça, 18 de maio de 2021
Cidade

Trabalhadores na Tecumseh, Electrolux e Fundição conquistam 8%

Metalúrgicos das Pequenas e Medias Empresas continuarão protestos por reajuste

24 Set 2012 - 18h35
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Em assembleia realizada no último domingo(23), na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos e Região, os trabalhadores de toda a base avaliaram as propostas da Campanha Salarial 2012, apresentada na semana passada pelas bancadas patronais.

Apesar das bancadas patronais terem apresentado propostas com índices abaixo da inflação e sem aumento real, a direção do Sindicato construiu acordos diferenciados com a Tecumseh, Electrolux e já foi procurado por mais de 10 empresas da base, que atenderam a reivindicação dos trabalhadores e pagarão os 8% (INPC de 5,39% referente à data-base da categoria e mais 2,5% de aumento salarial).

Os trabalhadores na Tecumseh conquistaram o reajuste salarial de 8%, além do aumento de 60% no ticket alimentação. Na Electrolux, após os protestos e paralisações, foi garantido os 8% e um ticket extra de R$530,00, em dezembro. Nas empresas que fazem parte do grupo Fundição, os metalúrgicos também garantiram 8% de reajuste.

O presidente do Sindicato Erick Silva afirmou que a negociação foi importante para construir um espaço de discussão para benefícios. “Agora que garantimos o aumento real temos que avançar nas condições de trabalho de todos e lutar por plano de careiras, ticket, entre tantos outros benefícios. Os trabalhadores já estão organizados e prontos para discutir a pauta de reivindicações”, afirmou.

Já os metalúrgicos das pequenas e médias empresas, decidiram que devido às propostas absurdas apresentadas pelos grupos patronais 2, 3, 8, 10 e Estamparia, as paralisações prosseguirão de forma estratégica, um dia em cada lugar.

Nesta segunda-feira(24), os trabalhadores na Prominas atrasaram a entrada do turno. A empresa, que faz parte do Grupo 2 (máquinas e eletrônicos), ainda não avançou no valor da proposta de reajuste salarial e não atende a reivindicação da categoria, que é  os 8% .

Durante a assembleia o presidente do Sindicato, Erick Silva, enfatizou que sem mobilização a categoria não será atendida. “Os trabalhadores devem estar conscientes de que a nossa unidade é que garantirá avanços e por isso teremos que intensificar mais ainda a nossa organização. Vamos lutar por uma proposta decente, pois sabemos que as empresas faturaram e estão faturando muito dinheiro com as medidas de incentivo à produção do governo federal", afirmou.

Propostas rejeitadas pela categoria metalúrgica cutista no Estado
Grupo 2 - Reajustes de 6% nas empresas com até 100 trabalhadores e 6,5% acima.
Grupo 3 - Reajuste de 7%
Grupo 8 - Reajustes de 7,5% nas empresas com mais de 50 trabalhadores e de 7% nas empresas com menos de 50 trabalhadores.
Grupo 10 - Reajustes de 6,5% nas empresas com até 35 trabalhadores e de 6,97% nas empresas com mais de 35 trabalhadores.
Estamparia - Reajustes de 7,5% nas empresas com mais de 50 trabalhadores e de 7% nas empresas com menos de 50 trabalhadores.

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