
São Carlos ocupa aparece na 177ª posição do Atlas da Violência divulgado ontem e que mostra a taxa de homicídios das cidades brasileiras com população acima de 100 mil habitantes. O estudo foi produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
Os números são referentes a 2022. Segundo o relatório apresentado, naquele ano, a cidade registrou 49 homicídios e dois ocultos, não caracterizados, causa não justificada, totalizando 51, o que resulta em uma taxa de 20 mortes para cada 100 mil habitantes.
A cidade mais violenta do Brasil é Santo Antônio de Jesus, na Bahia. Com população estimada em 103.055 habitantes, o município teve 94,1 homicídios em 2022, com uma taxa de 94,1 mortes por 100 mil habitantes.
A cidade com a menor taxa de homicídios é Jaraguá do Sul/SC (182.660 habitantes e taxa de 2,2 homicídios para cada 100 mil habitantes), seguida de Atibaia-SP (158.647 habitantes e taxa de 3,2), Botucatu-SP (145,155 habitantes e taxa de 3,4).
O ranking completo pode ser conferido no site do Ipea (www.ipea.gov.br).
Sobre o estudo
A estimativa de homicídios é feita com base em um modelo dos pesquisadores do Ipea Daniel Cerqueira e Gabriel Lins, que usa padrões probabilísticos de características dos eventos analisados.
“No Brasil, quando uma pessoa morre de morte violenta, o médico legista tem que expedir a declaração de óbito. Ao fazer o laudo cadavérico, o legista muitas vezes não consegue aferir qual foi a motivação que gerou o primeiro fato mórbido. Muitas vezes ele pode até ver uma pessoa com perfuração por arma de fogo, mas não sabe dizer se aquilo foi resultado de um suicídio, acidente ou homicídio. Aquela declaração de óbito com esse campo em branco segue para a Secretaria de Saúde”, explica o pesquisador Daniel Cerqueira.
Segundo ele, as secretarias de Saúde poderão buscar informações na polícia, mas quando nem os investigadores sabem ou quando não há compartilhamento de informação entre autoridades policiais e sanitárias, cresce o número de mortes violentas por causa indeterminada (ou seja, quando os registros não informam se é assassinato, suicídio ou acidente).
Com informações da Agência Brasil