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sexta, 26 de fevereiro de 2021
Cidade

Comunidade do Instituto de Arquitetura e Urbanismo da USP São Carlos presta homenagem a Niemeyer

06 Dez 2012 - 17h13
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Pontualmente às 11h30 desta quinta-feira (6) os docentes, alunos (graduação e pós) e funcionários administrativos do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU) da USP São Carlos paralisaram as atividades para uma singela homenagem ao arquiteto Oscar Niemeyer, um dos maiores gênios artísticos de seu tempo e que faleceu na noite da última quarta-feira (5) aos 104 anos (ele completaria 105 no próximo dia 15 de dezembro).

No hall de entrada do prédio do Instituto no campus I da Universidade, o vice-diretor do IAU, arquiteto Renato Anelli, agradeceu a presença dos membros da comunidade acadêmica e pediu para que o também professor Marcelo Suzuki falasse algumas palavras sobre Niemeyer. "Certa vez a Lina [Bo Bardi] estava conversando com a gente e disse: eu sou comunista, stalinista e ateia, mas esse tal de Oscar Niemeyer é abençoado por Deus, com uma obra tão incomum, tão sensual, com um brilho dele. Então, ela completou: não tentem imitá-lo, pois o que ele faz é só dele", relembrou Suzuki. Em seguida, os presentes guardaram um minuto de silêncio, quebrado por uma salva de palmas para arquiteto que se foi.

Para o professor Renato Anelli, Niemeyer teve a capacidade nos anos 40 de desenvolver uma arquitetura que representasse a visão artística da cultura brasileira, da interpretação das paisagens, das pessoas, a partir de um traço moderno. Ele transformou tudo isso em construção realizada por meio do uso da técnica de concreto armado mais avançada disponível naquele momento.
"Isso, nos anos 40, principalmente no pós-guerra, lança uma imagem do Brasil internacionalmente com uma identidade cultural própria e por outro lado como alguém que estivesse entrando no roll de nações modernas. Esse é um exemplo de olhar para o País para poder conversar com o mundo", avalia o professor.

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo ainda na noite de quarta, logo após ter ciência da morte de Niemeyer, o diretor do IAU/USP, arquiteto Carlos Martins, resumiu a importância do gênio artístico centenário: "Ele é um personagem que permaneceu ao longo de inúmeras alterações na arquitetura internacional. Ele teve uma longevidade produtiva. Não há como falar da cultura da arquitetura mundial nos séculos 20 e 21 sem falar nele".

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