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sábado, 14 de março de 2026
Sem redução salarial

Pesquisa mostra que 82% dos brasileiros de 16 a 40 anos apoiam o fim da escala 6x1

14 Mar 2026 - 08h05Por Da redação
Frentista abastecendo carro - Crédito: IAFrentista abastecendo carro - Crédito: IA

Levantamento da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados aponta que 82% dos brasileiros entre 16 e 40 anos são favoráveis ao fim da escala de trabalho 6x1, desde que não haja redução salarial. Considerando todas as faixas etárias, 63% da população brasileira defende o fim desse modelo de jornada, independentemente da questão salarial.

A pesquisa foi divulgada nesta quinta-feira (12) e ouviu 2.021 pessoas com 16 anos ou mais em todas as 27 unidades da federação, entre os dias 30 de janeiro e 5 de fevereiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Faixas etárias

Entre os jovens de 16 a 24 anos (Geração Z), 31% são totalmente favoráveis ao fim da escala 6x1, independentemente de eventual impacto no salário. Outros 47% disseram apoiar a medida caso não haja redução na remuneração, enquanto 4% se declararam favoráveis, mas sem opinião formada sobre a manutenção ou diminuição dos salários. No total, 82% desse grupo apoiam o fim da escala 6x1 se o salário for mantido.

Entre os brasileiros de 25 a 40 anos (millennials), 35% afirmaram ser totalmente favoráveis ao fim da escala, independentemente de impacto salarial. Já 42% apoiam a mudança apenas se não houver redução na remuneração, e 5% disseram ser favoráveis, mas ainda sem posição definida sobre a questão salarial. Assim, 82% desse grupo também defendem o fim da escala 6x1 sem queda no salário.

A aprovação diminui nas faixas etárias mais altas: entre pessoas de 41 a 59 anos, o apoio ao fim da escala chega a 62%, enquanto entre os brasileiros com mais de 60 anos o índice é de 48%.

O CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, destacou que existe um grupo relevante de pessoas que apoia o fim da escala 6x1 mesmo com possível redução salarial. Segundo ele, “há um grupo menor, mas relevante, que apoia o fim da escala independentemente do impacto salarial, o que sugere uma mudança de valores em relação ao trabalho”.

Com informações da Agência Brasil 

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