terça, 20 de fevereiro de 2024
Cuidados com a saúde

Dermatologista da Santa Casa fala sobre tipos e prevenção ao câncer de pele

Segundo o Ministério da Saúde, a doença câncer que mais predomina no Brasil é de o pele não melanoma, responsável por 31,3% dos casos

02 Fev 2024 - 15h55Por Assessoria de Imprensa
Dermatologista da Santa Casa fala sobre tipos e prevenção ao câncer de pele - Crédito: Comunicação Santa Casa Crédito: Comunicação Santa Casa

O câncer é um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento desordenado de células, formando tumores que podem invadir tecidos e órgãos. É causado por mutações no DNA das células, sendo uma das doenças mais frequentes no Brasil e no mundo.

Neste domingo, 4, é lembrado o Dia Mundial do Câncer, a data foi criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para disseminar informações sobre prevenção e controle da doença.

Segundo o Ministério da Saúde, o câncer que mais predomina no Brasil é de o pele não melanoma, responsável por 31,3% do total de casos. Esse tipo de tumor tem alta chance de cura desde que seja detectado e tratado precocemente. O dermatologista da Santa Casa de São Carlos, Pedro Benelli, explica que existem três tipos de câncer mais comuns:

  • Carcinoma basocelular (não melanoma): cresce lentamente e raramente se espalha para outras partes do corpo. Pode surgir como uma lesão rosada, ou avermelhada, como uma ferida que não cicatriza com o crescimento bem devagar.
  • Carcinoma espinocelular (não melanoma): cresce mais rápido que o basocelular, geralmente apresenta com uma lesão elevada, áspera, escamosa, como uma ferida que também não cicatriza. Tem uma tendência de se espalhar um pouco mais, com chance de ir para os linfonodos e outras partes do corpo se não for tratado precocemente.
  • Melanoma: pode se desenvolver a partir de uma pinta existente ou como uma lesão nova, geralmente é mais escuro com tonalidades que variam entre marrom e preto. Tem maior probabilidade de se espalhar para outras partes do corpo e órgãos se não for detectado precocemente, o que torna o mais grave dos três, necessitando de um acompanhamento e uma avaliação o quanto antes.

"Entre os fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de pele, a gente vai ter exposição ao sol como a mais importante, seja prolongada e crônica, quanto aquela que causa as famosas queimaduras. Também existe histórico familiar, ter um parente de primeiro grau com história de câncer; pessoas de pele mais clara tem um risco maior porque tem menos do fator protetor que é a melanina; a idade, mas o câncer de pele pode acontecer em qualquer faixa etária; pacientes imunossuprimidos, transplantados renais e pacientes que foram expostos algum tipo de radiação", disse o dermatologista.

Principais sintomas

Os principais sintomas do câncer de pele são:

  • Manchas pruriginosas (que coçam), descamativas ou que sangram;
  • Sinais ou pintas que mudam de tamanho, forma ou cor;
  • Feridas que não cicatrizam;

O câncer de pele ocorre principalmente nas áreas do corpo que são mais expostas ao sol, como rosto, pescoço e orelhas. Se não tratado adequadamente pode destruir essas estruturas. Assim que perceber qualquer sintoma ou sinal, procure o mais rapidamente o profissional de saúde especialista para confirmar diagnóstico e iniciar o tratamento. 

"A importância do diagnóstico precoce está no fato de que o tratamento é mais eficaz e mais viável quando a doença é identificada no estágio Inicial. Uma das grandes vantagens do câncer de pele é que ele está externo e a gente consegue ver e detectar lesões muito pequenas e precoces. Detectado precocemente, as opções de tratamento são muito mais conservadoras e tem uma maior chance de sucesso com taxas de cura bem altas", explicou Benelli.

Tratamento e prevenção

O médico também disse que atualmente existem diversas terapias para o tratamento do câncer de pele e a escolha depende do tipo específico do estágio da doença, além de localização, tipos das lesões e as condições gerais de cada paciente. O tratamento poder ser feito por cirurgia para retirada da lesão, radioterapia, quimioterapia, além de imunoterapia, que são terapias mais modernas.

"A prevenção envolve práticas diárias que protegem a pele dos danos causados pela radiação ultravioleta, podemos citar o uso regular do protetor solar; evitar a exposição ao sol durante os horários de pico, das 10h às 16h quando os raios são mais intensos; uso de roupas de proteção; procurar mais as sombras e evitar as câmeras de bronzeamento artificial. Também criar hábitos desde muito cedo, estimular nas crianças sobre a importância de proteção ao sol e das práticas seguras. Além disso, realizar exames de pele regulares e estar atento a qualquer mudança na pele serão comportamentos essenciais para detectar precocemente qualquer sinal desse câncer de pele", completou.

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