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Vereadores da base do governo e oposição voltam a trocar acusações

08 Mai 2024 - 09h06Por Da redação
Vereadores da base do governo e oposição voltam a trocar acusações - Crédito: SCA Crédito: SCA

A sessão desta terça-feira (07) foi marcada por retaliação dos vereadores dos partidos que fazem parte da base do governo Airton Garcia contra os vereadores da oposição. Após derrubarem 20 requerimentos protocolados por vereadores da oposição e serem acusados de fazer parte de um suposto complô com objetivo de impedir investigações de contratos firmados pela Prefeitura e empresa terceirizada, os vereadores Marquinho Amaral (Podemos), Lucão Fernandes (Progressistas) e Paraná Filho (Progressistas) fizerem críticas ácidas aos vereadores do PT, PSOL e do União Brasil.

Na sessão desta terça-feira os vereadores Djalma Nery (PSOL), Raquel Auxiliadora (PT), Dimitri Sean (PDT) e Eliana Casanova (UNIÃO) tentaram forçar a votação de 39 requerimentos, com conteúdo parecido com o que protocolaram na última sessão, solicitando informações de contratos firmados pela Prefeitura e serviços de zeladoria e iluminação pública. Mas os requerimentos foram derrubados novamente.

Aliado a isso, o vereador Djalma Nery voltou a atacar o presidente do Legislativo, o vereador Marquinho Amaral. O vereador do PSOL solicitou acesso as câmeras de segurança do Legislativo, alegando que os arquivos armazenados no sistema provariam que o vereador Marquinho Amaral não daria expediente e está presente em poucas sessões. Além disso, afirmou que queria as imagens para fiscalizar uma possível agressão a um idoso no interior da Câmara Municipal.

Descontente com o discurso do vereador da oposição, Marquinho Amaral declarou que tem sido vítima constante de acusações proferidas pelo vereador Djalma porque o vereador do PSOL é um garoto de recado do ex-prefeito Newton Lima.  “Ele [Djalma] é garoto de recado daquele homem [Newton Lima] que assaltou a cidade e que é um ladrão. Ficou 8 anos inelegível, ficou foragido sem ninguém saber qual era o seu paradeiro”, alfinetou.

Lucão Fernandes, por sua vez, argumentou que a enxurrada de requerimentos protocolados pelos vereadores rivais esboça um plano político para travar a máquina pública. “Eu já percebi a tática, vocês querem travar a máquina. São quase 40 requerimentos, às vezes 2 ou 3 requerimentos dentro de uma mesma secretária, forçando a dispensa de funcionários para estes analisarem requerimentos que tem prazo 15 dias para serem respondidos”, afirmou. “São tantas obras realizadas pelo atual governo que eles [vereadores da oposição] estão percebendo e estão querendo travar a máquina com todos esses requerimentos”, acrescentou em seguida.

Durante o seu discurso, Lucão Fernandes mirou a vereadora Eliana Casanova (União Brasil) e sustentou que nunca viu os vereadores do bloco de oposição fazerem manifestações em favor dos servidores do Hospital Universitário da UFSCar, que entraram em greve por reajuste de salários. “Não vejo este ímpeto e nenhuma ação de vocês [vereadores da oposição] e nem do ex-prefeito Newton Lima a favor de aumento de salário para funcionários do HU-UFSCar e contra atos do governo federal”, reclamou. “Somente contra a administração Municipal”.

Por seu turno, Paraná Filho atacou mais uma vez a vereadora do PT Raquel Auxiliadora, argumentando que a vereadora reclamava da falta de transparência da Prefeitura Municipal, mas não se opôs aos sigilos impostos pelo presidente Lula. Na sequência fez uma série de interrogações.

“Já que a vereadora gosta tanto de informação, fazendo tantos requerimentos, me responde por que o presidente Lula colocou sigilo de informação sobre número de presos foragidos de penitenciária? Porque o partido corrupto do PT colocou sigilo na agenda da Janja [primeira-dama] e esconde com quem a Janja se reúne. Por que lula e PT colocou sigilo sobre os 57 quartos de hotel alugado por membros do grande escalão de PT? Já que vocês são os moralistas e gostam de informação, gostam de transparência, por que o Lula colocou sigilo de 100 anos em 1.300 mil pedidos de informação?”, questionou Paraná.

Por derradeiro, Paraná alegou que os vereadores da oposição não têm justificativas para reclamarem das derrubadas de requerimentos, visto que ocorreram de forma democrática e não por imposição.

Em outra parte do seu discurso, o vereador Paraná chegou a chamar a parlamentar do PT de cara lavada e a vereadora entendeu cara de vaca e gerou estranhamento.

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