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quarta, 08 de abril de 2020
Amplo debate

Vereador Azuaite prega maior discussão de reformas administrativa e tributária no país

19 Fev 2020 - 13h09Por Redação
Azuaite fala durante a sessão plenária da Câmara: “Brasil é um dos países com menor número de funcionários públicos - Crédito: DivulgaçãoAzuaite fala durante a sessão plenária da Câmara: “Brasil é um dos países com menor número de funcionários públicos - Crédito: Divulgação

O vereador Azuaite França (Cidadania) defende um aprofundamento da discussão na sociedade sobre as reformas administrativa e tributária pretendidas pelo governo federal. Falando na tribuna da Câmara na sessão de terça-feira (18), o vereador apresentou dados relativos ao funcionalismo no país e disse ser importante comparar a carga tributária do Brasil com a do resto do mundo e o retorno desses tributos em benefício dos cidadãos.

Azuaite contestou o argumento do governo de que haveria dispêndio grande de recursos com o funcionalismo público e que o número de servidores deveria ser reduzido.

“O Brasil é um dos países com menor número de funcionários públicos e sequer figura num ranking com quinze países com maior porcentagem de servidores em relação à população”, declarou, apontando os índices registrados nesses países:  (Japão 5,9%; Coreia do Sul 7,6%;Alemanha 10,6%;Turquia 12,4%;Itália 13,6%;Estados Unidos 15,3%;Espanha 15,7%;Reino Unido 16,4%;Grécia 18%;Canadá 18,2%;França 21,4%;Finlandia 24,9%;Suécia 28,6%;Dinamarca 29,1%; e Noruega 30%).

O vereador assinalou que no Brasil os servidores públicos representam 1,6% da população, totalizando 3.120.000 pessoas.

“Se me disserem que é preciso buscar a eficiência do funcionalismo público eu concordo plenamente; se me disserem que funcionários públicos precisam ser avaliados eu concordo plenamente, mas se disserem que funcionário público no Brasil ganha muito, eu discordo”, declarou.

Azuaite ponderou que “existe uma elite que ganha bastante, mas são poucos”. Os que recebem os maiores salários, conforme ressaltou, “são promotores e procuradores do Ministério Público, com renda anual de cerca de R$ 530 mil, juízes e outros integrantes de tribunais de contas que ganham cerca de R$ 512 mil por ano e os diplomatas que recebem R$ 332 mil reais por ano; esses são os grandes salários do funcionalismo público no Brasil”.

Apresentou em seguida a média mensal de salários de servidores públicos no país: “Existem os federais que ganham R$ 8.100 reais,os estaduais R$ 5 mil e o grosso dos funcionalismo público com R$ 3 mil”. Acentuou que a avaliação sobre valores de salários no setor público cabe a cada cidadão. “Quanto deve ganhar um diretor de escola da rede estadual, com 37 anos de serviço, com sexta-parte e com sete quinquênios? Este sou eu, está aqui meu holerite, eu ganho brutos R$ 4.779,60”, informou. “Se fosse ganhar só o salário base proporcional sem tempo de serviço eu ganharia R$ 3.034,67, esse é um salário alto?”

Depois de dizer que a seu ver, questões de tributação e reforma administrativa devem ser analisadas de forma mais ampla e aprofundada, Azuaite também considerou relevante “discutir a má distribuição de rendas no país”. “Isto sim é um problema muito sério, muito grave que é preciso atacar o tempo todo”, concluiu.

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