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terça, 27 de outubro de 2020
Encontro

Azuaite conversa com Marina Silva sobre segurança, educação e previdência

25 Jul 2018 - 20h59Por Redação
Azuaite conversa com Marina Silva sobre segurança, educação e previdência - Crédito: Divulgação Crédito: Divulgação

Nesta terça-feira (24), o vereador e presidente regional do Centro do Professorado Paulista (CPP) de São Carlos, Azuaite Martins de França (PPS), esteve com a candidata da Rede Sustentabilidade à presidência da República, Marina Silva, quando pôde trocar ideias e informações sobre diversos temas, como segurança, educação e previdência.

Como professor, Azuaite logo questionou o desempenho educacional do Brasil se comparado com outros países e Marina Silva lamentou a situação da educação. “Na realidade do Brasil, nós estamos atrás do Chile, estamos atrás do México, em termo de educação, estamos atrás da Costa Rica e atrás da Argentina e as crianças, os jovens, chegam ao final do Ensino Fundamental sem saber interpretar um texto, sem saber operações simples de matemática. Temos 500 mil crianças fora da escola e temos cerca de 2,2 milhões de brasileiros que são analfabetos. Então são muitos problemas, mas obviamente que com muita esperança de que com a educação integral, atendendo as crianças na fase certa, que é a educação infantil, tendo uma boa formação, uma boa base, não só do que a gente já ensinou, mas agregando a nova base de conhecimento para esse século, a gente pode fazer a diferença, porque sem educação a gente não vai a lugar nenhum”, disse a candidata.

Logo em seguida, Azuaite se mostrou muito preocupado com a segurança no Brasil, principalmente nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro, onde é possível. “Rio de Janeiro e São Paulo, e agora todo Brasil, apresentam estatísticas e características de guerra civil. O crime organizado domina territórios, submete populações, cria exércitos, ocupa espaços e funções de Estado, decreta leis, aparelha instituições e cria as estatais do crime. Como é que a senhora pretende enfrentar o crime organizado? Quais são seus planos?”, indagou.

Marina Silva reconheceu o problema na segurança do Brasil e afirmou ser necessário criar um plano de segurança pública. “É o grave problema da criminalidade, da violência, do tráfico de drogas, do tráfico de armas. A população está praticamente refém de estruturas criminosas que em paralelo ao Estado vêm dominando territórios, como bem mencionou Azuaite, e isso não se resolve apenas com bravatas e pela força isso, se resolve com um plano nacional de segurança pública. Eu defendo a criação do sistema único de Segurança Pública, já foi aprovada uma lei no Congresso, que ainda precisa ser implementada, sobretudo, resolvendo conflito que existe entre Ministério Público, Poder Judiciário e a nova lei, mas já é um passo, um Sistema Nacional de Segurança Pública, onde se tenha um sistema único de Segurança Pública, onde se tem um trabalho integrado entre Estados e a União”, observou a candidata à presidência.

Azuaite também questionou se Marina Silva acredita que o país vive uma guerra civil e a mesma afirmou que não pode afirmar existir esse conflito, mas afirma que no Brasil morrem muito mais pessoas que em países que vivem em batalhas. “Eu não posso caracterizar como uma guerra civil, mas com certeza nós já matamos mais pessoas do que os países que estão em guerra. Isso é algo para ser tratado e pensado o Brasil, pois em plena democracia, o Brasil, que tem um povo alegre, trabalhador e determinado, vive uma situação em que morre mais pessoas do que em países que estão em guerra, por falta de segurança pública e obviamente com a crise econômica que temos, porque essa também é uma das razões em que a cada vez mais haja crescimento da violência no Brasil”, apontou.

O presidente do CPP e vereador também lembrou sobre a questão previdenciária, que vem se tornando um problema no Brasil. “O Brasil vive em uma constante ordenha fiscal, desde os tempos coloniais e a capacidade contributiva do povo brasileiro se exauriu. A senhora vai governar balizada por um orçamento? Nesse orçamento a senhora vai ter alguns compromissos, que são por exemplo os juros da dívida brasileira e por outro lado o funcionamento da Previdência para resolver. Nós temos uma população empregada que tem que ter que sustentar aqueles que se aposentaram. Como é que a senhora pretende equilibrar essa equação?”, perguntou Azuaite.

A candidata à presidência da República pela Rede Sustentabilidade analisou essa questão. “Nós temos um endividamento público, isso tem a ver com gastar mais do que o que se arrecada, isso tem a ver com a corrupção, com a péssima gestão que levou o Brasil para a situação em que se encontra. O problema da reforma tributária, eu tenho dito que não vamos criar novos tributos, mas é demagogia dizer que vai reduzir Carga Tributária, porque na situação que nós estamos, seria inviabilizar completamente o país e a nossa reforma tributária”, ponderou.

Para finalizar, Azuaite perguntou se Marina Silva pretende fazer uma reforma do funcionalismo público e ela respondeu: “Existe a desmoralização dos servidores públicos, porque eu fico vendo, hoje já estão todos se mobilizando para que aqueles que privatizaram o Estado e enchem de cargos comissionados o Governo Federal e os Governos Estaduais também são responsáveis por boa parte das incompetências, ineficiências e corrupção. Sempre gosta de ter o bode expiatório que é o servidor público”, encerrou.

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