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quarta, 01 de dezembro de 2021
Após 30 anos

Asfaltamento do Parque São José volta a ser discutido

28 Set 2018 - 13h20Por Redação
Asfaltamento do Parque São José volta a ser discutido - Crédito: Divulgação Crédito: Divulgação

Após 30 anos de tentativas, o asfaltamento do Parque São José, em São Carlos (SP), volta a ser discutido. A implementação da infraestrutura necessária para a pavimentação e drenagem do bairro foi o principal tema da reunião realizada entre o Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) e a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Sustentável, Ciência e Tecnologia.

“A situação precária do bairro não só prejudica o trânsito de veículos por ali, que fica quase impossível, como gera insegurança e coloca em risco os funcionários das indústrias instaladas no local. Por isso estamos insistindo nessa questão, que é uma demanda de todos os industriais da redondeza, e buscando alternativas em conjunto com poder público para resolver esse problema o mais rápido possível”, afirmou o diretor titular do Ciesp, Emerson Chu.

Historicamente, o Ciesp já participou do asfaltamento de dois distritos industriais de São Carlos: Miguel Abdelnur e Ceat (Centro Empresarial de Alta Tecnologia Dr. Emílio Fehr). “No primeiro caso, os empresários se cotizaram para arcar com o valor da obra e depois tiveram desconto no IPTU. Já no segundo caso, como tinha muitos lotes sub judice, a Prefeitura arcou com as despesas referentes a esses lotes, dividindo o valor total com os industriais do local”, relembrou Marcos Henrique dos Santos, vice-diretor do Ciesp.

“E em ambos os casos, o Ciesp representou os proprietários perante os órgãos públicos”, complementou Santos. A iniciativa também visava dotar os distritos industriais de infraestrutura adequada, o que foi conquistado após muitas tratativas.

No caso do Parque São José, o entrave está na questão ambiental. “Antes de fazer a impermeabilização das ruas, precisamos fazer um levantamento de quantas árvores do cerrado há no local, encontrar uma área de compensação para elas e só depois prosseguir o trabalho, com liberdade para a retirada daquelas que forem necessárias”, explicou o secretário de Desenvolvimento Sustentável, Ciência e Tecnologia, José Galisia Tundisi.

Segundo ele, a Prefeitura já abriu licitação para contratar a equipe que fará uma avaliação da flora e da fauna existente no local. “Precisamos fazer a impermeabilização do bairro sem causar prejuízos para o meio ambiente e sem gerar consequências para outros bairros, como o escoamento da água para o Mercadão, por exemplo”, disse Tundisi.

Ainda de acordo com o secretário, a avaliação do local deve ser concluída dentro de dois meses. O Ciesp, então, reunirá os proprietários das indústrias locais para discutir as providências necessárias. “Estamos otimistas com a possibilidade de solução desse problema, ainda que seja por meio de caminhos diferentes daqueles pensados inicialmente. Quando nos unimos para buscar alternativas, a chance de encontrar uma solução é bem maior” finalizou Chu.

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