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sábado, 21 de março de 2026
Economia

Páscoa 2026 deve impulsionar consumo em até 10% nos supermercados, aponta ABRAS

21 Mar 2026 - 08h42Por Da redação
Ovos de Páscoa: quanto mais tradicionais e conhecidos no mercado, os preços são mais "amargos" - Crédito: arquivoOvos de Páscoa: quanto mais tradicionais e conhecidos no mercado, os preços são mais "amargos" - Crédito: arquivo

Os supermercados brasileiros projetam um aumento de até 10% no volume de compras das famílias durante a Páscoa de 2026, mantendo um desempenho semelhante ao registrado no ano passado. A estimativa faz parte de um levantamento da Associação Brasileira de Supermercados, que também destaca desafios para a expansão do consumo no período.

Entre os principais fatores de pressão está a valorização do cacau, apontada por mais da metade dos supermercadistas como um limitador para um crescimento mais expressivo nas vendas sazonais.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que os preços de chocolates — incluindo barras e bombons — acumularam alta de 26,36% nos últimos 12 meses até fevereiro de 2026, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo. O avanço é significativamente superior à inflação geral do período, que ficou em 3,81%.

Segundo a ABRAS, a maior parte desse aumento já foi repassada ao consumidor nos meses anteriores, o que deve resultar em reajustes mais moderados durante a Páscoa deste ano. Apesar disso, o impacto da alta do cacau — especialmente após a safra 2023/2024 — ainda influencia os preços finais dos chocolates, embora com menor intensidade.

A pesquisa indica ainda estabilidade no volume de encomendas de ovos de chocolate, independentemente do tamanho. Em relação aos preços, itens como ovos de Páscoa, caixas de bombons de até 250 gramas e mini ovos devem registrar variações médias próximas de 3,8%.

Almoço de Páscoa também deve pesar no bolso

Além dos chocolates, produtos tradicionais da ceia de Páscoa também apresentam reajustes moderados. Alimentos como ovos, batata, azeite, azeitonas, peixes e frutos do mar têm variação média estimada em cerca de 3,8%. Já o bacalhau deve registrar aumento mais significativo, com alta média de 7,6%.

No segmento de bebidas, os preços devem variar de forma mais leve. Vinhos importados apresentam alta média de 1,75%, enquanto sucos (3,5%), vinhos nacionais (3,8%), refrigerantes e cervejas (3,8%) seguem tendência semelhante à inflação geral.

Promoções e estratégias para atrair consumidores

Para estimular as vendas, supermercados físicos e plataformas digitais devem intensificar ações promocionais. Cerca de 80% das redes pretendem lançar ofertas especiais para a data, sendo mais da metade em parceria com fornecedores, incluindo degustações e campanhas conjuntas.

Outras estratégias incluem ampliação do mix de produtos, criação de pontos extras de exposição — principalmente para itens refrigerados e pescados —, além do fortalecimento do comércio eletrônico e uso de tabloides digitais para divulgação das ofertas.

A expectativa do setor é que a maior parte das compras aconteça na semana da Páscoa, concentrando cerca de 75% do consumo. Já as aquisições de última hora, na véspera da data, devem representar aproximadamente 10% do total.

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