
O mercado imobiliário da região de São Carlos apresentou uma queda expressiva no mês de fevereiro de 2026, tanto no segmento de vendas quanto no de locações, refletindo um menor dinamismo nas negociações. A pesquisa que gerou os dados envolveu 76 profissionais e imobiliárias e abrangeu 16 cidades da região.
Vendas em queda acentuada
No segmento de vendas, houve retração de 59,35% em relação a janeiro. Os apartamentos foram responsáveis por 54% das transações, enquanto casas responderam por 46%. Quanto à localização, a maior concentração de vendas ocorreu nas “demais regiões” (65%), seguida das áreas centrais (20%) e nobres (15%).
Em relação à faixa de preço, os imóveis entre R$ 201 mil e R$ 300 mil concentraram 50% das vendas. Imóveis de até R$ 200 mil representaram 20,8%, enquanto unidades acima de R$ 501 mil corresponderam a 12,5% das negociações.
O financiamento pela Caixa Econômica Federal foi a forma de pagamento predominante (43,5%), seguido de compras à vista (30,4%) e financiamentos por outros bancos (26,1%). Não foram registradas vendas por consórcios ou negociação direta com proprietários.
No perfil dos imóveis, as casas com dois dormitórios predominaram (72,7%), com áreas úteis entre 51 m² e 100 m² (63,6%). Entre os apartamentos, a demanda também foi maior para unidades de dois dormitórios (69,2%), com áreas concentradas entre 51 m² e 100 m² (46%).
Locações também sofrem retração
O cenário de desaceleração se repetiu nas locações, com queda de 59,36% no volume de contratos fechados. As casas lideraram com 54% dos aluguéis, enquanto os apartamentos representaram 46%. A maior parte dos imóveis alugados está nas regiões periféricas (61%), seguida pelas áreas centrais (25%) e nobres (14%).
Os valores de aluguel mais frequentes situaram-se na faixa de até R$ 1.000 (33,3%), seguidos pelos imóveis entre R$ 1.501 e R$ 2.000 (23,8%) e entre R$ 1.001 e R$ 1.500 (19%). Entre as garantias locatícias, o seguro fiança foi o mais utilizado (42,9%), seguido por fiador (35,7%) e depósito caução (21,4%).
No perfil dos imóveis locados, predominam casas e apartamentos de dois dormitórios, com áreas úteis entre 51 m² e 100 m².
Panorama geral
De forma geral, os dados indicam uma desaceleração relevante do mercado imobiliário na região em fevereiro de 2026, com redução expressiva nas transações. O comportamento do consumidor segue concentrado em imóveis de padrão médio, com preferência por unidades de dois dormitórios e financiamento como principal forma de aquisição.
O acumulado do ano de 2026 mostra uma queda de 72,04% nas vendas, enquanto as locações apresentam aumento de 11,69%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o setor mantém crescimento, com vendas +135,93% e locações +77,52%.





