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domingo, 29 de março de 2026
Artigos científicos com Kleber Chicrala

Núcleo de Desenho Óptica - CEPIX - CEPOF - INCT EMBRAPII - IFSC USP

29 Mar 2026 - 07h31Por Kleber Jorge Savio Chicrala
Dra. Fátima Maria Mitsue Yasuoka - Pesquisadora Colaboradora do CEPIX - CEPOF - INCT - IFSC-USP - Pesquisadora e responsável pela empresa BR Labs Tecnologia Óptica e Fotônica Ltda - Crédito: divulgaçãoDra. Fátima Maria Mitsue Yasuoka - Pesquisadora Colaboradora do CEPIX - CEPOF - INCT - IFSC-USP - Pesquisadora e responsável pela empresa BR Labs Tecnologia Óptica e Fotônica Ltda - Crédito: divulgação

O Núcleo de Desenho Óptico, estabelecido no âmbito do Programa de Desenvolvimento de Competências (PDC) da EMBRAPII-IFSC-USP(Coordenador Prof. Dr. Vanderlei Salvador Bagnato), representa um marco na integração entre a pesquisa acadêmica de ponta e as demandas tecnológicas aplicadas na indústria fotônica e áreas afins. Localizado em um dos polos tecnológicos mais efervescentes do Brasil, o núcleo não apenas supre uma lacuna técnica, mas atua como um catalisador de inovação tecnológica na área de Óptica.

O Desenho Óptico é a espinha dorsal de qualquer tecnologia que envolva a aplicação das ondas eletromagnéticas, mais especificamente a estreita faixa da luz visível (400 a 750 nm), desde microscópios avançados e sensores industriais até sistemas de guias a laser e dispositivos médicos. O núcleo de Desenho Óptico, denominado de NUDO, focado nessa competência dentro do IFSC (Instituto de Física de São Carlos - USP) utiliza softwares de simulação de última geração e metodologias de design complexas para projetar sistemas de lentes, espelhos e prismas com precisão nanométrica.

No contexto do PDC da EMBRAPII, o foco vai além da teoria: trata-se de formar capital humano altamente especializado. Enquanto o ensino tradicional muitas vezes foca no fenômeno físico, o núcleo prepara profissionais para o "chão de fábrica" tecnológico, onde variáveis como tolerância de fabricação, custo de materiais e integração opto-mecânica são decisivas.

A existência desse núcleo transforma a dinâmica regional e nacional de diversas formas. Começando por reduzir a dependência tecnológica, ou seja, o Brasil importa grande parte de seus componentes ópticos complexos. O núcleo capacita engenheiros e físicos a projetar soluções nacionais, que empresas brasileiras desenvolvam produtos próprios sem depender exclusivamente de projetos estrangeiros (o famoso "black box").
Ao conectar estudantes de graduação e pós-graduação diretamente a projetos de PD&I (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação) com empresas parceiras, o núcleo garante que o conhecimento gerado na universidade chegue ao mercado em tempo recorde.

Considerando o desenvolvimento de ecossistemas locais, São Carlos é reconhecida como a "Capital da Tecnologia". O fortalecimento do núcleo de Desenho Óptico atrai novas startups e consolida as empresas de base tecnológica já existentes, criando um ciclo virtuoso de empregabilidade e alta renda.

A importância para a comunidade se reflete na democratização do acesso à tecnologia de ponta. Quando o NUDO auxilia no desenvolvimento de um novo sensor para diagnósticos médicos mais baratos ou um sistema de monitoramento agrícola mais eficiente, o benefício final chega ao cidadão comum. Além disso, o objetivo do programa é atuar também na retenção de talentos. Ao oferecer uma infraestrutura de nível mundial e desafios reais, o NUDO pode evitar a "fuga de cérebros", mantendo mentes brilhantes no país para resolver problemas brasileiros. O modelo EMBRAPII, focado na agilidade e na coparticipação financeira, garante que o NUDO não seja uma torre de marfim isolada, mas um organismo vivo que responde aos anseios da sociedade por progresso técnico e econômico.

O Núcleo de Desenho Óptico (NUDO) do programa PDC EMBRAPII-IFSC-USP é um pilar fundamental para a soberania tecnológica brasileira. Ele transforma a ciência da luz em ferramentas tangíveis, provando que a excelência acadêmica, quando direcionada no sentido de colaboração industrial, é a chave para o desenvolvimento sustentável e a inovação disruptiva.
Fontes: Dra. Fátima Maria Mitsue Yasuoka - Pesquisadora Colaboradora do CEPIX - CEPOF - INCT - IFSC-USP - Pesquisadora e responsável pela empresa BR Labs Tecnologia Óptica e Fotônica Ltda; Prof. Dr. Vanderlei Salvador Bagnato  - Coordenador da CEPIX - CEPOF - INCT - IFSC - USP - Membro do Grupo de Óptica e Coordenador da Unidade Embrapii IFSC - USP; Me. Kleber Jorge Savio Chicrala - Jornalismo Científico e Difusão Científica - CEPIX - CEPOF - INCT - IFSC - USP - EMBRAPII - IFSC - USP 

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