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UFSCar desenvolve projeto para aperfeiçoar atendimentos na Unidade Saúde-Escola

06 Jun 2017 - 13h35Por Redação
Foto: Arquivo/SCA - Foto: Arquivo/SCA -

Um projeto de iniciação científica da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) pretende identificar o perfil epidemiológico dos usuários que são atendidos na Unidade Saúde-Escola (USE) para direcionar ações específicas, qualificando o atendimento oferecido na Unidade. O docente Fernando Augusto Vasilceac, do Departamento de Gerontologia (DGero) da UFSCar e Coordenador Executivo da USE, vai orientar o trabalho intitulado "Avaliação da gestão de indicadores em saúde da Unidade Saúde-Escola USE/UFSCar", que será desenvolvido por Gabriela Manin, aluna do curso de graduação em Gerontologia da Universidade.

O professor explica que a ideia central é estabelecer indicadores para organizar o acesso às informações que a USE já possui e, então, fundamentar novas ações no sentido de um atendimento qualificado. "A USE tem um potencial altíssimo em seu banco de dados, porém ainda não temos estabelecida uma política de manejo dos indicadores. Por exemplo, no ano passado quando vivemos uma epidemia de dengue e zika, tivemos dificuldade em utilizar os dados sobre os usuários que apresentavam essas doenças, o que limitou a organização rápida de ações que pudessem auxiliar naquele contexto", relembra o docente. A intenção do projeto é quantificar essas informações e fazê-las chegar até à gestão da Unidade para direcionar os programas de atendimento que são ofertados aos usuários.

Outro exemplo apresentado pelo professor reforça a importante função desses indicadores em saúde. "Podemos ter um usuário aqui na Unidade encaminhado por um problema específico de saúde  - fratura, por exemplo -, mas que também tenha outro tipo de doença, como hipertensão arterial. No entanto, o foco do tratamento, muitas vezes, é apenas o problema específico [a fratura] e a hipertensão arterial, provavelmente, fica em segundo plano. Nesse cenário, esse usuário terá alta da USE, mas poderá ter que voltar no futuro para cuidar exatamente da hipertensão arterial. Ao se estabelecer indicadores de saúde no serviço, os dados administrativos terão convergência com o contexto assistencial, garantindo ao usuário um tratamento de forma mais integralizada", afirma Vasilceac.

É nesse sentido que o Coordenador Executivo da USE afirma que dados sobre os usuários como idade, raça, sexo, existência de doenças crônicas e níveis de hipertensão arterial e do diabetes, dentre outros, podem se tornar indicadores importantes para a gestão da USE aprimorar o atendimento. "Nosso projeto, portanto, vai mapear as informações que a USE já possui e identificar aquelas que podem ser indicadores em saúde relevantes para a política interna da Unidade e que vão embasar novas ações em prol do atendimento integral", detalha o docente.

Além disso, em médio prazo, com esses dados mapeados e acessíveis, será possível, por exemplo, fundamentar propostas e concorrer em editais específicos da área da Saúde. "Várias ações só são  viáveis quando há recursos - financeiros, humanos e parcerias - disponíveis. Com os dados organizados, poderemos participar de editais e angariar recursos a serem aplicados no cuidado ao usuário", defende Vasilceac. Em longo prazo, o professor aponta que, uma vez estabelecidos os indicadores de saúde, o modelo poderá ser aplicado em unidades de saúde de média complexidade, como o Centro de Especialidades Médicas e Centro Oncológico de São Carlos.

O projeto também contribui para a formação profissional na área de Gerontologia. "Saber organizar informações assistenciais e administrativas em prol de um atendimento qualificado em saúde sem dúvida é um diferencial na formação dos estudantes que passam a ter uma visão ampliada da área em que irão atuar", garante o professor.

O desenvolvimento do projeto de iniciação científica na USE será apresentado e alinhado com a direção e administração da Unidade.  "Vamos informar toda a equipe da Unidade sobre a relevância desses indicadores na conduta terapêutica e na avaliação dos usuários. É importante que nossos profissionais se apropriem dos indicadores e os apresente para a gestão da USE, cientes de que isso pode qualificar o atendimento prestado e também fomentar recursos para a Unidade", conclui Vasilceac.

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