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domingo, 13 de junho de 2021
Cidade

Santa Casa implanta protocolo Manchester no Pronto Socorro e Maternidade

11 Abr 2015 - 09h45

O sistema, que é usado internacionalmente por ter comprovação científica, assegura que a atenção médica ocorra com a urgência da gravidade clínica

 

A Santa Casa de São Carlos implanta a partir desse sábado, 11, o protocolo Manchester de Classificação de Risco na entrada no Pronto Socorro e Maternidade.

O Manchester, que é usado internacionalmente por ter comprovação científica, pretende assegurar que a atenção médica ocorra com a urgência da gravidade clínica apresentada pelo paciente, e não mais pela ordem de chegada no hospital.

A iniciativa muda a forma de abordagem dos pacientes que procuram o Pronto Socorro e Maternidade, eles serão priorizados de acordo com a avaliação clínica que irá classificar o grau de gravidade do caso.

O novo sistema utilizará pulseiras em cores com uma escala de gravidade do caso. O paciente é classificado em uma das cinco prioridades por número, nome e cor para chegar a observação médica inicial.

Entenda a classificação por cores: Emergência (vermelho) - risco imediato de perder a vida; Muito Urgente (laranja) - risco imediato de perda de funções de órgão e membros; Urgente (amarelo) - condição que pode se agravar sem atendimento; Pouco Urgente (verde) - baixo risco de agravo imediato à saúde; Não Urgente (azul) - sem risco imediato de agravo à saúde.

Na última quinta-feira, 9, médico Lenon Tiossi e a enfermeira Juliana Raimundo Tiossi, ambos coordenadores do Pronto Socorro, e ainda a enfermeira Annie Jiupato coordenadora da Maternidade receberam representantes do Corpo de Bombeiros, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) equipe de resgate das concessionárias das rodovias que cortam a região, Polícia Militar, além dos representantes das secretarias de saúde das cidades de São Carlos, Dourado, Ribeirão Bonito, Descalvado, Ibaté e Porto Ferreira para a apresentação dos novos fluxos internos na recepção dos pacientes no Pronto Socorro como na Maternidade, com a classificação de risco.

De acordo com Juliana, o Manchester é também uma ferramenta de gestão, já que os auditores trarão para a Santa Casa, normas que vão organizar os fluxos no acolhimento dos pacientes. “Para a população esse assunto pode parecer muito técnico. No entanto, vale ressaltar que com o protocolo Manchester diminuem-se expressivamente as mortes evitáveis no serviço de urgência”.

Para o diretor superintendente da Santa Casa, Gilberto Brina há uma quantidade de caos que procuram o pronto socorro da Santa Casa que deveriam no primeiro momento, procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos bairros. “Esses casos serão classificados com as pulseiras verde e azul. Certamente essas pessoas terão de aguardar por mais tempo, que as que correm risco de morte”, sinalizou.

O processo de implantação do protocolo Manchester consiste em três etapas. A primeira configurou-se com o treinamento da equipe, quando foi ensinado a usar a ferramenta de classificação. A segunda, os auditores faram um acompanhamento presencial da equipe da Santa Casa durante o atendimento do Pronto Socorro aplicando assim, a Classificação de Risco.  Posteriormente, os auditores avaliam a estrutura física do hospital e sugerem adaptações e reestruturam o espaço para um acolhimento adequado do paciente.

 

ANALISE - De acordo com a enfermeira e auditora do Grupo Brasileiro de Classificação de Risco, Gabriela Fontoura, que veio de Belo Horizonte (MG) para ministrar o curso para 20 pessoas entre médicos e enfermeiros da Santa Casa, o protocolo Manchester é de grande valia para as instituições de saúde, uma vez que ele é validado cientificamente com inúmeros estudos comprovando a resolutividade do procedimento classificatório dos pacientes.

“Além de ser uma ferramenta assistencial, o Manchester proporciona uma maior segurança para o paciente, já que todos serão atendidos não por ordem de chegada, mas pela gravidade que ele apresenta do seu quadro clínico, após passar por um profissional de saúde treinado e gabaritado pelo protocolo”, ressaltou a auditora.

 

HISTÓRICO - O protocolo Manchester recebeu este nome por ter sido aplicado pela primeira vez na cidade de Manchester, Inglaterra, em 1997. Hoje, vários países da Europa já utilizam o sistema de forma praticamente integral. No Brasil Minas gerias foi pioneira na implantação do sistema pela rede pública de saúde em 2010. O Manchester já está pressente em 17 estados brasileiros.

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