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quarta, 24 de fevereiro de 2021
Cidade

Polêmica na Saúde: Presidente do Sindicato dos Médicos questiona decisão de Caco Colenci e Airton Garcia

27 Jan 2017 - 15h13Por Redação
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O presidente do Sindicado dos Médicos do Estado de São Paulo (Simesp), Eder Gatti Fernandes, esteve reunido na manhã desta sexta-feira, 27, com profissionais da área médica de São Carlos. Teceu críticas e questionou a decisão do secretário de Saúde Caco Colenci e do prefeito municipal Airton Garcia (PSB) em contratar Organizações Sociais para gerir os atendimentos de urgência e emergência de baixa complexidade em São Carlos, além de mostrar preocupação com a situação atual da saúde do município, afirmando que a situação de hoje mostra que São Carlos não tem um corpo clínico estruturado para garantir atendimento a população.

Gatti disse, que durante a reunião, foram abordados vários problemas que atinge a área da saúde.

"É preocupante a rede de saúde", disse. "São três UPAs, parte dos médicos dá atenção primária, Samu e ambulatório de especialidades, cujos serviços eram pagos pelo RPA (recibo de pagamento autônomo), o que é irregular. Isso mostra que a cidade não tem corpo clínico estruturado, não proporcionando saúde para a população. Isso é um desrespeito a classe médica e a população", disse.

O presidente do Sindicato, afirmou ainda, que tomou conhecimento que a Prefeitura Municipal encontrou como solução colocar uma Organização Social para administrar os serviços de urgência e emergência de baixa complexidade.

"Não podemos resolver um problema trabalhista nas unidades de saúde cometendo outro erro, pois essa organização deverá contratar por PJ, sem vínculo de seguro. Enfim, contratando médicos sem garantia se vão ou não receber pelos plantões", afirmou.

Gatti questionou na oportunidade, o secretário Caco Colenci e o prefeito Airton Garcia, de como será resolvida a situação e qual será o vínculo empregatício utilizado pela Organização Social: "Será pela CLT, como manda a lei trabalhista ou será cometida mais uma fraude em São Carlos"? Essa é a dúvida que jogo para a classe médica para que reflitam. Não podemos aceitar. Temos que nos organizar, questionar às autoridades. Queremos um trabalho digno, com boas condições e remuneração adequada. Paralelamente oferecer um bom atendimento a população", finalizou.

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