terça, 05 de julho de 2022
Agricultura

Pesquisador da Embrapa São Carlos participa de evento no Marrocos

Sílvio Crestana vai apresentar um plano em temas estratégicos busca fortalecer parceria com Academia de Ciências do País

18 Mai 2022 - 06h52Por Redação
Crestana: “Do ponto de vista prático, articularemos encontros virtuais e presenciais entre as equipes científicas do Marrocos e do Brasil” - Crédito: Tati ZamichelliCrestana: “Do ponto de vista prático, articularemos encontros virtuais e presenciais entre as equipes científicas do Marrocos e do Brasil” - Crédito: Tati Zamichelli

O pesquisador da Embrapa Instrumentação São Carlos Silvio Crestana participa, entre os dias 18 e 20 de maio, da sessão de aniversário da Hassan II Academia de Ciências e Tecnologia, no Marrocos. Membro perpétuo desde 2006, nomeado pelo Rei Mohamed VI, o ex-presidente da Embrapa (2005-2009) vai apresentar um plano em temas estratégicos para fortalecer a parceria entre as instituições e países.

Na capital Rabat, Crestana vai se reunir ainda com a equipe científica da Faculdade de Ciências - Universidade Mohammed V. A cooperação deve envolver ações em agricultura digital e de precisão, nanotecnologia, agro-fotônica e biofertilizantes, temas considerados prioritários na agenda de inovação e negócios do Brasil, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e da Embrapa.

“Do ponto de vista prático, articularemos encontros virtuais e presenciais entre as equipes científicas do Marrocos e do Brasil - sob a coordenação da Embrapa Instrumentação - nos temas selecionados, para o desenvolvimento de projetos que tragam resultados que causem impacto nas atividades cotidianas dos produtores rurais dos dois países”, explica Crestana.

EXPORTAÇÃO DE FERTILIZANTES

O setor agrícola emprega mais de 4 milhões de pessoas em Marrocos, e 100 mil na agroindústria; a agricultura contribui com 19% do PIB nacional. O país – que possui 70% de todo o fosfato do mundo - exporta adubos e fertilizantes, superfosfatos e fosfatos de cálcio para o Brasil e importa milho em grãos, açúcar, óleos combustíveis, pimenta em grãos e fumo em folhas.

“Num momento em que nossa dependência de fertilizantes fosfatados do Marrocos se torna estratégica, é fundamental buscar novos caminhos via ciência para que o Brasil mantenha o papel de protagonista na produção mundial e na agricultura tropical”, comenta o pesquisador.

“E já temos exemplos nessa direção, a startup Agrorobótica, gerada a partir de tecnologia da Embrapa Instrumentação, foi consultada pela estatal marroquina OCP e manifestou interesse em possível compra de equipamento e serviços. A OCP lidera as vendas de fosfatos para o Brasil, é a maior produtora de fosfato do mundo, líder mundial em fertilizantes e, recentemente, assinou acordo de cooperação com a Embrapa”, finaliza Crestana.

Na semana passada, o ministro da Agricultura Marcos Montes e o presidente da Embrapa Celso Moretti estiveram em Marrocos para discutir a instalação de uma unidade processadora de fosfato da Companhia Office Chérifien des Phosphates no Brasil, além de uma parceria em bioinsumos entre a Embrapa e a Universidade Politécnica Mohammed VI (UM6P).

COMPOSIÇÃO E HOMENAGEM

A academia de Ciências do Marrocos é composta por 90 membros, 30 são membros nacionais com estatuto de residentes, 30 são cientistas estrangeiros qualificados como associados, e 30 são membros correspondentes compostos por personalidades científicas nacionais e estrangeiras.

Inclui seis faculdades científicas: Ciências da vida; Ciência e técnicas do meio ambiente, terra e mar; Física e Química; Modelagem e ciência da informação; Engenharia, transferência e inovação tecnológica; Estudos estratégicos, desenvolvimento e economia.

A Academia organiza uma sessão plenária por ano, onde o público em geral pode ser admitido a convite. Na reunião de maio, o evento também será marcado por uma homenagem ao professor Alberto Sasson, membro da Academia e diretor do Life Sciences College.

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