quinta, 29 de fevereiro de 2024
Em São Carlos

Médico apontado como responsável pela morte do menino Noah será levado a júri popular em abril

08 Fev 2024 - 07h47Por Da redação
Noah morreu em 2014 na Santa Casa de São Carlos - Crédito: arquivo pessoalNoah morreu em 2014 na Santa Casa de São Carlos - Crédito: arquivo pessoal
Ex-secretário de saúde, Marcos Palermo

O médico Luciano Barboza Sampaio será levado a Júri Popular no próximo dia 30 de abril no Fórum Criminal de São Carlos. Ele é apontado como responsável pela morte do menino Noah Alexandre Palermo, de 5 anos, na Santa Casa em 2014. O julgamento será presidido pelo juiz Dr. Antonio Benedito Morello, que mandou intimar o réu e testemunhas arroladas no caso.

“São quase 10 anos, esperando e lutando para que seja feita justiça no caso do nosso filho. Pra mim, o médico que comete um erro destes, não merece qualquer apreço. Você entrega seu familiar, seu ente querido, seu ente amado, confiando naquela pessoa, achando que a pessoa vai tratar daquela pessoa como fosse um ente querido dela, mas isso não acontece. Então são 10 anos que nós estamos esperando isso e agora chegou o momento”, disse o pai de Noah, o ex-secretário de saúde de São Carlos, Marcos Palermo.

Entenda o caso 

Em 4 de junho de 2014, Noah Alexandre Palermo, de apenas 5 anos, deu entrada no Hospital Escola com diagnóstico de apendicite. Posteriormente, foi transferido para a Santa Casa para realizar a cirurgia, que ocorreu no dia seguinte.

Após a operação, Noah apresentou complicações e acordou na manhã do dia 6 com fortes dores abdominais. O médico responsável pelo caso, Luciano Barboza Sampaio, teria dito que as dores eram normais e prescreveu um medicamento para gases.

No entanto, o quadro de Noah não melhorou e ele sofreu uma parada cardiorrespiratória. Apesar de ter sido reanimado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o menino faleceu no dia 7 de junho.

Marcos Palermo, pai de Noah, relata que o médico abandonou o local de trabalho para assistir a um jogo de futebol em São Paulo, o que, segundo ele, contribuiu para o agravamento da infecção que levou ao óbito do filho. Marcos argumenta que, se Sampaio pretendia se ausentar, deveria ter passado o caso para outro profissional. 

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