quinta, 23 de maio de 2024
Educação

Justiça suspende concurso da Prefeitura de São Carlos

Provas aconteceram em dezembro; concurso visava a contratação de profissionais da Educação, entre eles professores

11 Fev 2020 - 17h39Por Redação São Carlos Agora
Justiça suspende concurso da Prefeitura de São Carlos -

A juíza Gabriela Müller Carioba Attanásio, da Vara da Fazenda Pública de São Carlos, determinou a suspensão do concurso público promovido pela Prefeitura visando a contratação de Agente Educacional, Auxiliar Administrativo Escolar, Instrutor Surdo, Intérprete Educacional de Libras, Professor I, Professor II, Professor III (Educação Especial), Professor III (Educação Física), Professor III (Matemática) e Professor IV.

Conforme noticiado pelo São Carlos Agora, dezenas de professores apontaram uma série de irregularidades, entre elas os prazos curtos para inscrições, isenção no pagamento de taxas e para a pessoa com deficiência apresentar laudo médico comprovando a condição especial.

Os candidatos apontaram outra ilegalidade: segundo eles, houve a participação de candidatos que figuram como autores da obra literária "Reflexões Pedagógicas para educação Infantil do Município de São Carlos", uma vez que a obra foi indicada pela banca avaliadora, a CKM Serviços.

Prazo

No despacho, a juíza Gabriela realçou, entre outras reclamações, o pequeno prazo para inscrições. “Merece destaque a exiguidade do prazo para inscrição, impedindo a ciência e o adequado preparo de eventuais candidatos, de modo a acarretar violação aos princípios da moralidade e publicidade que norteiam os atos da administração pública”, escreveu.

A juíza comentou sobre a participação de candidatos que escreveram livros que constavam das obras bibliográficas cobradas pela banca organizadora do concurso. “ Além disso, aparentemente foi desrespeitado o princípio da isonomia, pois foram habilitados candidatos autores de livro indicado pela banca examinadora”. Gabriela Müller Carioba Attanásio suspendeu o concurso de solicitou informações da Prefeitura e da CKM Serviços sobre os apontamentos dos candidatos.

O concurso

O concurso público alvo de reclamações aconteceu em 15 de dezembro do ano passado. Na ocasião, os candidatos apontaram outras peculiaridades. Em entrevista ao São Carlos Agora à época, Vivien Fonseca Faria Pedro disse que prestara o exame nas Escolas Jesuíno de Arruda (período da manhã) e Orlando Perez (tarde). Ela apontou situações inusitadas. “Na manhã, o celular de uma candidata tocou duas vezes. A fiscal pegou o celular e devolveu, sem tomar as providências. Numa outra situação, o candidato estava com relógio. Ao questionar, o aplicador disse que podia. Pedi para ele registrar em ata, o que não aconteceu. Eu achei que os aplicadores não estavam preparados”, protestou.

Rosimeire da Silva Mourão, na oportunidade, disse que prestou prova em duas escolas. Na Gabriel Félix do Amaral, ela notou a presença de um candidato fora da letra alfabética para os alunos indicados à sala. Na escola Orlando Perez, no Cidade Aracy, percebeu que as provas destinadas a PEB 1 (Professor de Educação Básica) não possuía referências de Educação Infantil, mas de Fundamental, a PEB 2. Ela também questionou a organização das provas. “Creio que muitos candidatos se questionam nesse sentido”. Candidatos citaram problemas na Escola Péricles Soares. Na sala, estavam expostos relógio e cartazes com informações de matemática e português.

Outro lado

A Prefeitura de São Carlos não foi notificada oficialmente sobre a decisão, por isso não vai se manifestar nesse momento.

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