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sexta, 26 de fevereiro de 2021
Cidade

Freire levará ao MP “dados contraditórios” da Saúde sobre dengue em São Carlos

Vereador diz que documento entregue à CPI totaliza 41.307 casos em 2015

31 Jul 2015 - 14h23
Vereador Freire: indignado com o descaso da Secretaria Municipal de Saúde na divulgação de dados sobre a dengue na cidade - Vereador Freire: indignado com o descaso da Secretaria Municipal de Saúde na divulgação de dados sobre a dengue na cidade -

O vereador Equimarcílias de Souza Freire (PMDB), presidente da CPI da Dengue instaurada pela Câmara Municipal, recebeu ofício encaminhado pelo secretário municipal de Saúde, Marcus Petrilli, que transmitiu informações da Divisão de Vigilância Epidemiológica sobre os casos de dengue registrados em São Carlos nos anos de 2014 e em 2015. Conforme o documento, no ano passado houve 1067 notificações, 368 casos confirmados e duas mortes; em 2015 houve 21.278 notificações, 20.029 casos confirmados e quatro óbitos sendo investigados.

Freire apontou contradições nos números afirmando que, segundo veiculou a imprensa nesta sexta-feira (31), pessoas citadas como falecidas em decorrência de dengue, estão vivas. O vereador critica o que considera uma “a falta de seriedade do secretário também da Vigilância Epidemiológica quando se trata de casos de dengue e da epidemia que houve em São Carlos”.

“Em 2014 somando as notificações e os casos confirmados  o numero chegou 1435 com dois óbitos. Em 2015, essa soma chega a espantosos 41.307 casos, pois em coletiva à Imprensa o secretário declarou que tanto as notificações quanto as confirmações seriam quantificados como casos de dengue.

O vereador, com base no que foi apurado pela imprensa nesta semana, questiona o número de quatro mortes em 2015, informados no documento enviado à CPI.Como presidente da CPI, Freire disse que irá encaminhar ao Ministério Público toda a documentação recebida, para que estude as medidas judiciais cabíveis, “a fim de que a vida humana e a saúde pública em nossa cidade sejam tratadas com seriedade”.

“A cidade continua suja, imunda; não existe campanha educativa por parte da Secretaria Municipal de Saúde, da Divisão de Vigilância Epidemiológica e muito menos da Secretaria Municipal de Comunicação da Prefeitura, que recentemente assinou contrato de propaganda e publicidade no valor de R$ 7 milhões com uma empresa de comunicação que ganhou a concorrência pública da Prefeitura”, afirma o parlamentar.

No seu entender, se nada for feito no próximo ano a cidade enfrentará nova epidemia de dengue, com números ainda maiores que os registrados até o momento: “Uma proporção inaceitável, fruto da irresponsabilidade dos gestores públicos. Houve um desmantelamento da equipe que até o final do ano de 2012  vinha desenvolvendo brilhante trabalho de prevenção e combate à dengue. A cidade está abandonada e se nada for feito, infelizmente não se sabe o que poderá acontecer no próximo ano”.

A CPI da Dengue agendou reunião para a  próxima quarta-feira (5) às 10 horas na Biblioteca da Câmara Municipal, para ouvir representantes da Unimed. Na última terça-feira o plenário do Legislativo decidiu pelo adiamento por mais 90 dias dos trabalhos da comissão. A CPI, instalada pelo DL No.825, de 23 de abril passado sob o comando do vereador Freire, é composta pelos vereadores  Edson Fermiano (PR) – relator -,Dé Alvim (SD), Maurício Ortega (PSDB) e Roselei Françoso (PT) – membros .

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