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Com crise, comércio sofre com fechamento de lojas no Centro

05 Mai 2017 - 09h47Por Redação
Foto: Abner Amiel/Folha São Carlos e Região - Foto: Abner Amiel/Folha São Carlos e Região -

Muitas lojas em São Carlos não estão resistindo os efeitos da crise e alguns empresários acabaram fechando as portas do comércio. Só nesse primeiro trimestre fechou a loja Silva, a tradicional Loja Japonesa e a Pink Biju, especializada em bijuterias. Os vilões da história, segundo o Sindicato do Comércio Varejista de São Carlos, são a queda do movimento, aluguéis caros e altas taxas de encargos sociais. Para ganhar fôlego a região central do município precisa passar por uma reestruturação.

Quem anda pelo Centro da cidade consegue ver muitos prédios vazios com placas de 'aluga-se', principalmente na baixada do Mercado Municipal. Um exemplo é o antigo prédio onde era a Bernasconi que depois virou a Colombo. Em um dos principais quarteirões do comércio, na Rua Geminiano Costa, muitas lojas fecharam as portas. Tem ainda diversos estabelecimentos comerciais vazios no conhecido Quarteirão Shopping. Para piorar o rumor que mais lojas vão fechar ganha cada vez mais eco.

Segundo uma imobiliária local, o preço do aluguel no centro custa a partir de R$ 20 mil, valor que o Sindicato apelou para ser baixado, mas não obteve êxito "Fizemos apelo a alguns proprietários de estabelecimentos para diminuir o preço, mas muitos preferem ter o prédio fechado do que baixar- por um período- o valor do aluguel", disse Paulo Roberto Gullo, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de São Carlos.

Outra reclamação dos lojistas são os encargos sociais que os empresários têm que pagar para manter o vínculo empregatício. "Sobreviver com um comércio hoje é ser um guerreiro. Se uma empresa paga o salário de R$ 1 mil, ela tem que pagar mais R$ 2 mil de encargos. Para quem ganha é pouco e para quem paga é muito", lamentou.

E a briga não é de agora. "Há anos nós temos lutado com o governo federal no sentido de baixar os impostos sociais que nós empresários sofremos. Esses encargos fazem parte da ganância do governo e contribuem para o fechamento de empresas", acrescentou.

O caminho para retomar o incentivo do comércio na região central seria uma reestruturação. O Sindicato do Comércio Varejista de São Carlos e a Associação Comercial de São Carlos (ACISC) propõem mudanças na Praça Maria Apparecida Resitano (Praça do Mercado Municipal)

"Estamos trabalhando junto com secretário de Trânsito e Transporte, Coca Ferraz, para fazer uma revitalização na área comercial do Centro a fim de que possamos atrair mais lojas para o centro. Em breve nós vamos propor a abertura da Praça do Mercado Municipal, com estacionamentos nas laterais", disse o presidente da Acisc José Fernando Domingues, ressaltando que haverá outras alterações menores nas adjacências.

Para Paulo Gulo deveria ter também uma revitalização do outro lado do rio, onde tem as barraquinhas. "É um local que visivelmente não é bonito, acredito que com uma reestruturação dá para melhorar o uso do espaço".

Outro local que está em discussão é o calçadão, tendo em vista que esse tipo de passeio virou obsoleto. "Calçadões fechados não existem mais, São Carlos parou no tempo. Precisamos abrir um leito no meio da via e criar uma rua com vitrines bem iluminadas, com bolsões de carga e descarga, arborização, com alguma atração, como uma choperia. Quem passar ali durante a noite terá motivo para parar", finalizou Paulo Gulo. (Abner Amiel/Folha São Carlos e Região)

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