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domingo, 20 de junho de 2021
Polícia

Polícia Civil investiga falso médico que usava nome de preso para receber equipamentos em hospital de São Carlos

17 Mar 2015 - 09h06
Delegado Dotta e Silva investigad o caso do falso médico. - Delegado Dotta e Silva investigad o caso do falso médico. -

A Polícia Civil de São Carlos vem investigando um falso médico que estaria realizando compras de materiais clínicos oftalmológicos e ginecológicos de empresas de várias partes do país que realizavam a entrega dos produtos para o suposto médico que os recebia pessoalmente no interior de vários hospitais da região, inclusive de São Carlos e revendia para hospitais e médicos de outros estados.

FALSO MÉDICO

Um empresário de 45 anos, que teve seu nome preservado pela polícia, negou que estaria se identificando como médico oftalmologista, mas a investigação aponta que ele usava o nome de um detente identificado como M.B.O. para se passar por médico.

Ele foi detido em sua residência localizada em um condomínio fechado na zona norte. O falso médico foi ouvido por cerca de cinco horas e negou envolvimento na fraude, dizendo que possivelmente seu nome teria sido envolvido em uma trama e que teria feito um favor para o oftalmologista que ele diz pouco conhecer.

PRESO

Ouvido pela reportagem, o delegado Maurício Dotta que está a frente das investigações disse que o empresário embora negasse estar se identificando como médico, foi flagrado por câmeras da Casa de Saúde e Maternidade de São Carlos adentrando com seu veículo em uma área restrita e recebendo um dos equipamentos oftalmológico avaliado em cerca de R$ 77 mil, que uma empresa afirma ter entregue ao falso profissional da área de saúde.

Falso médico teria recebido equipamento em São Carlos e negociado com profissional de BrasíliaAcompanhado dos policiais Civis Giovani e Carlos Bertini o delegado Maurício Dotta realizou buscas em alguns pontos de São Carlos e conseguiu também recuperar três equipamentos e um deles foi recuperado com auxílio da polícia distrital de Ceilândia, no Distrito Federal.    

Indagado sobre o nome de tal médico, Maurício disse que M.B.O., seria um presidiário de São Carlos, que tem passagens pelos crimes de furtos, roubo, tráfico e uso de drogas, que cumpre pena na penitenciária de Araraquara. Ainda segundo as investigações apontaram o equipamento retirado na Casa de Saúde de São Carlos teria sido revendido a um hospital de Ceilândia, cuja polícia já encaminhou o equipamento para São Carlos.

Dotta disse que não há qualquer informação que o falso médico teria tido contato com pacientes no interior de hospitais de São Carlos e que apenas ele estaria se identificando para empresas na compra de equipamentos médicos.

ESTELIONATO

O falso médico foi indiciado por dois crimes de estelionato (artigo 171) do Código Penal Brasileiro. Na tarde de segunda-feira (16) o delegado comunicou o caso ao Ministério Público que também acompanha as investigações. Também nesta semana representantes de hospitais, além de representantes de empresas revendedoras de equipamentos hospitalares devem ser ouvidos, bem como o delegado Maurício Dotta e seus policiais com autorização da Justiça Criminal de São Carlos deverão se dirigir a Penitenciária Estadual Dr. Sebastião Martins Silveira em Araraquara, onde a autoridade policial pretende ouvir o preso M.B.O., 52, o "Marquinho", que cumpre pena pelo crime de roubo e que segundo as investigações seu nome teria sido envolvido na trama, inclusive seus documentos teriam sido usados pelo falso médico, cujas apurações poderão complicar ainda mais a vida do empresário, que permanece em liberdade por não ter sido preso em flagrante.

Ouça a entrevista com o delegado Maurício Dotta e Silva

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