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quinta, 02 de abril de 2020
Polícia

Ministério Público pede condenação de casal de São Carlos acusado de praticar assalto no Guarujá

17 Fev 2020 - 08h16Por Redação São Carlos Agora
BMW que teria sido usada pelo casal - Crédito: Redes SociasBMW que teria sido usada pelo casal - Crédito: Redes Socias

O Ministério Público do Guarujá, no litoral paulista, pediu à Justiça a condenação e prisão do casal de São Carlos que é acusado de praticar um assalto no dia 5 de setembro de 2018, na praia da Enseada.

O CRIME

De acordo com o boletim de ocorrência, policiais militares foram parados na praia da Enseada por dois rapazes os quais disseram que haviam sido vítimas de tentativa de roubo por parte do casal que ocupava uma BMW 335I, preta, com placas de São Carlos.

O motorista do carro importado, o dentista J.R.T.P.J, teria apontado uma arma e exigiu que as vítimas entregassem os telefones celulares, sendo auxiliado pela mulher, que na época era sua namorada, que estava no banco do passageiro.

Diante da negativa, as vítimas sairam correndo sendo perseguidas pelo motorista do carro até serem alançadas. Neste momento um dos jovens entregou o aparelho que foi devolvido logo depois pelo casal.

Com a descrição física dos acusados os policiais passaram a realizar diligências pela região e a BMW acabou sendo localizada perto de uma praça, sendo que o casal disse não ser o proprietário do carro.

Dentro do veículo os policiais localizaram um revólver Taurus calibre 32 com cinco munições intactas e uma deflagrada, havendo mais três munições integras separadas.

O casal foi levado até a delegacia de Guarujá, onde foi reconhecido pelas vítimas de 21 e 24 anos com os autores da tentativa de roubo dos celulares.

Neste momento os acusados passaram a promover desordem na delegacia, ficando a mulher apenas com as roupas de banho. Ambos tiveram que ser contidos e algemados.

A dançarina ainda tentou enganar os policiais informando o nome de "Magali", mas logo sua verdadeira identidade foi descoberta. 

Duas meninas de 4 e 6 anos que estavam no carro e teriam presenciado a tentativa de assalto são filhas do dentista. Elas foram amparadas por conselheiras tutelares e depois encaminhadas aos cuidados de parentes.

CARTEIRA DOS POLICIAIS

Consta no inquérito policial que a dançarina G.O.S. também teria furtado a carteira de dois policiais militares que estavam dentro da viatura, em uma bolsa. 

Ao perceber a falta da carteira, um dos PMs abriu novamente a BMW e a encontrou embaixo do banco do motorista junto com R$ 1.020,00 e também o seu carregador de celular. 

Segundo o policial, ele autorizou a dançarina a entrar no carro importado com o pretexto de trocar as roupas das crianças que estavam no automóvel e neste momento ela teria escondido as carteiras.

FLAGRANTE

Depois de serem ouvidos, o dentista foi autuado em flagrante por tentativa de roubo e porte ilegal de arma e sua ex-namorada por tentativa de roubo, falsa identidade e furto. 

O casal permaneceu preso por alguns dias e conseguiu aguardar a decisão da Justiça em liberdade.

DEFESA

Em sua defesa o dentista alegou que estava no Guarujá com a ex-namorada e suas filhas. Em dado momento, foi abordado por um rapaz, que roubou o seu relógio. Notou, então, que o seu aparelho celular e o da dançarina estavam molhados e sem possibilidade de uso. Depois disso viram as vítimas e solicitaram o aparelho celular delas, para acionar a Polícia, no que foram atendidos. Após, devolveram o bem referido, porque não conseguiram usá-lo. Em seguida teriam desistido de acionar a Polícia e rumaram para um restaurante. Disse ainda que possuía a arma de fogo, a qual estava embaixo do banco de motorista do automóvel. Informou ainda que não conhecia as vítimas nem os policiais militares e não sabe por qual razão os jovens disseram que foram ameaçados com a arma de fogo. Em seu depoimento o dentista também alegou que foi subtraída a quantia de R$ 5 mil de seu automóvel, o qual também teria sido riscado. Ele não possui porte de arma.

Por sua vez, a dançarina afirmou que ela, o ex namorado e as filhas dele chegaram no litoral, foram a um hotel, almoçaram, fizeram uso de álcool e, a seguir, entraram no mar, de modo que os seus aparelhos celulares ficaram danificados. Após, o namorado foi assaltado por um rapaz. Diante disso, abordaram as vítimas, pedindo o uso do aparelho celular, para acionar a Polícia, porém não conseguiu usar o aparelho, por causa da senha. Decidiu então devolver o aparelho celular emprestado. Na continuidade, rumaram para um restaurante e resolveram não acionar a Polícia. Não sabia que o acusado possuía uma arma de fogo. Afirmou que o dentista não apontou o armamento para as vítimas no momento da solicitação do aparelho celular.

Diante das provas apresentadas e relatos e reconhecimento das vítimas, para o Ministério Público não há dúvidas que o casal praticou o assalto e a mulher tentou furtar as carteiras dos policiais militares, bem como forneceu nome falso.

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