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sexta, 21 de fevereiro de 2020
Artigo Rui Sintra

Saúde: Jalecos proibidos fora dos ambientes de trabalho (RJ)

01 Fev 2020 - 07h00Por (*) Rui Sintra
Saúde: Jalecos proibidos fora dos ambientes de trabalho (RJ) -

A lei do estado do Rio de Janeiro (8626/19) que pune os profissionais da área de saúde que usem jalecos e outros equipamentos/uniformes fora de seu ambiente de trabalho, começou a valer em dezembro último. O tema até poderá ser motivo de debate, ou de controvérsia, já que o mais importante está ainda para ser feito, não só no Rio de Janeiro como em todo o país, que é reestruturar a área da saúde que está um verdadeiro caos.

Mas, voltando ao tema que trago aqui hoje, o certo é que até tem lógica essa medida no estado do Rio de Janeiro, tendo em consideração aquilo que usualmente se observa em praticamente todo o país, principalmente em locais onde se localizam hospitais, postos de saúde, maternidades, laboratórios médicos, etc..

Os jalecos e outros uniformes específicos da área de saúde são apenas para serem utilizados dentro das instalações e nunca fora delas, principalmente por motivos de contaminação (de dentro das instalações para fora e vice-versa).

Na verdade, o que assistimos diariamente é que muitos dos profissionais da área da saúde já vêm e vão para suas casas uniformizados (a pé, de moto, de carro e até de transporte público), o que constitui uma verdadeira ameaça à saúde pública, com um enorme risco de contaminação cruzada.

Os uniformes desses profissionais não deveriam nunca sair das instalações e sua lavagem deveria ser feita obrigatoriamente dentro das unidades, através de autoclaves que garantissem sua esterilização. Esses cuidados preservam o risco de contaminação não só dos pacientes como dos próprios profissionais da saúde e de suas famílias, em casa.

Não querendo de forma alguma desprestigiar aqueles que trabalham na área da saúde, pois com certeza a esmagadora maioria escolheu a profissão por paixão, por amor, o certo é que no meio de tudo isso talvez exista uma certa negligência, talvez causada por falta de fiscalização, ou até por hábitos inadequados, o que coloca em risco a saúde de todos - de quem socorre e de quem é socorrido.

E não falamos só de jalecos, macacões, toucas, calças, etc., como também da utilização das famosas luvas cirúrgicas, muitas vezes utilizadas até por motoristas de ambulâncias antes, durante e após os períodos de atendimento a um acidente ou na assistência a uma pessoa vítima de doença súbita.

É impressionante como esses profissionais ainda não entenderam que esse procedimento coloca em risco não só a saúde do paciente, como a sua própria saúde e de sua família, ao utilizar indiscriminadamente o mesmo par de luvas que entra em contato com os mais diversos fluidos corporais, bactérias, vírus, etc., propagando-se rapidamente pelo vestuário, pele, etc.. Embora seja missão do estado fiscalizar boas normas nesta área sensível, cabe no entanto a cada profissional da saúde fazer prevalecer a prevenção.

Fica aqui a minha reflexão não só sobre o tema como um todo, mas principalmente sobre este último ponto, reafirmando minha admiração extrema pelas equipes de resgate e combate a incêndios, algo que vivenciei durante oito extraordinários anos de minha vida, sob o lema “Vida por Vida”.

(*) O autor é Jornalista profissional / Membro da GNS Press Association (Alemanha) / Correspondente internacional freelancer.

Esta coluna é uma peça de opinião e não necessariamente reflete a opinião do São Carlos Agora sobre o assunto.

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