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sexta, 27 de março de 2026
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Portadores de doenças graves pagam Imposto de Renda sem precisar e muitos nem sabem disso

27 Mar 2026 - 16h53Por Dra Patrícia Zani
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Em meio a tratamentos, exames e custos elevados, milhares de brasileiros que enfrentam doenças graves continuam tendo Imposto de Renda descontado do benefício do INSS — muitas vezes de forma indevida.

O que pouca gente sabe é que a legislação garante a isenção do Imposto de Renda para aposentados, pensionistas e beneficiários que possuem determinadas doenças graves.

Na prática, porém, esse direito ainda é pouco divulgado — e, pior, frequentemente negado na via administrativa.

Entre as doenças que podem garantir a isenção estão:

  • câncer (neoplasia maligna);
  • cardiopatia grave;
  • doença de Parkinson;
  • esclerose múltipla;
  • nefropatia grave;
  • cegueira;
  • AIDS;
  • entre outras previstas em lei.

Um dos maiores equívocos é acreditar que o paciente precisa estar incapacitado. Não precisa. A lei não exige invalidez, apenas o diagnóstico da doença grave.

Outro ponto que chama atenção é que muitos segurados continuam pagando imposto mesmo após o diagnóstico, por pura falta de informação ou orientação adequada.

E há mais: quem teve valores descontados indevidamente pode ter direito à restituição dos últimos 5 anos.

Para solicitar a isenção, é necessário apresentar laudos médicos e passar por perícia. O pedido pode ser feito diretamente no INSS.

Mas aqui está o problema: não são raros os casos de negativa, mesmo quando o segurado preenche os requisitos legais.

 Nessas situações, a Justiça tem sido o caminho para garantir o direito, reconhecendo a isenção e determinando a devolução dos valores pagos indevidamente.

O cenário revela uma realidade preocupante: pessoas em situação de vulnerabilidade acabam arcando com tributos que a própria lei dispensa.

Informação, nesse caso, não é apenas conhecimento — é acesso a um direito que pode aliviar significativamente a vida financeira de quem já enfrenta uma batalha pela saúde.

Antes de aceitar descontos automáticos no benefício, vale a pena verificar: você pode estar pagando um imposto que não deveria.

patricia zani

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