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quarta, 20 de outubro de 2021
Polêmica na Saúde

Mulher garante que teve bexiga perfurada durante parto na Santa Casa

06 Mai 2019 - 13h40Por Marcos Escrivani
Mulher garante que teve bexiga perfurada durante parto na Santa Casa - Crédito: Divulgação Crédito: Divulgação

Mais um caso polêmico atingiu a Santa Casa de São Carlos no início da tarde desta segunda-feira, quando uma dona de casa afirmou, que teve a bexiga perfurada durante trabalho de parto na Maternidade Francisca Cintra Silva. O nenê, que recebeu o nome de Hiago, de apenas 12 dias, passa bem.

Hérica Cristina Teixeira, 31 anos, está desempregada e é casada com Anderson Hugo da Silva, 24 anos, atendente. Ela tem ainda uma menina de 11 anos, Fernanda. A família reside no Jardim Santa Angelina.

Em recuperação e ainda sentindo fortes dores, Hérica recebeu o São Carlos Agora e contou detalhes do seu problema. Hoje, está com a bexiga perfurada, com uma sonda e com encaminhamentos médicos. Ela não sabe quando passará por procedimento cirúrgico.

À reportagem, Hérica contou que teve uma gestação normal, sem nenhum tipo de problema e o pequeno Hiago era muito aguardado. Com 41 semanas foi internada às 7h30 do dia 23 de abril, terça-feira, na maternidade. O médico responsável disse que o parto normal seria induzido. “Várias gestantes entraram naquele dia e eu fiquei o dia inteiro na cama, nenhum procedimento foi feito, nem exames”, disse Hérica. “Às 18h comecei a sentir dores de cabeça, passou para o estômago e para o peito. Não mediram sequer minha pressão e nem perguntaram sobre minha dor”, afirmou a dona de casa.

O marido (Anderson) teria perguntado para um médico porque Hérica estaria sem atendimento, mesmo reclamando de dores. “O profissional disse a ele que era ansiedade. Mas, depois que mediram minha pressão, viram que estava 18 por 11”. “Foi quando constataram que eu estava com pré-eclâmpsia (*). Aí uma equipe médica iniciou um tratamento e colocaram uma sonda em mim. Doía muito, mas uma médica falou que era normal”, salientou Hérica. “Às 2h de quarta-feira, 24, Hiago nasceu”, afirmou.

Contudo, as dores da dona de casa não cessavam e uma outra médica, de acordo com ela, afirmou que a sonda não teria sido colocado corretamente e que poderia ocorrer sequelas.

“As dores eram terríveis”, lembra. “Mas só às 14h do dia 25, quinta-feira, que após eu reclamar e não conseguir segurar a urina, um urologista constatou que minha bexiga estava perfurada”, disse, angustiada.

Hérica, que repousa em sua casa, afirmou que ainda permanece com a bexiga perfurada. “Estou com encaminhamentos médicos, com a sonda, mas não sei quando irei passar por uma cirurgia para resolver este problema”, disse. A Polícia Militar chegou a ser chamada na Santa Casa. “Senti que não tive a assistência médica necessária devida, mas não foi elaborado boletim de ocorrência”, emendou. “Hoje passo por problemas psicológicos e quando fiquei internada, tive que receber sangue”, finalizou.

(*) PRÉ-ECLÂMPSIA. O QUE É?

A pré-eclâmpsia é um distúrbio que afeta cerca de 5% das mulheres grávidas. O diagnóstico de pré-eclâmpsia é normalmente feito no pré-natal quando há hipertensão (aumento de pressão arterial) e proteinúria (presença de proteína na urina) após 20 semanas de gestação.

O mais comum é que apareça depois da 37ª semana, mas, na realidade, pode acontecer em qualquer época da segunda metade da gravidez, incluindo durante o parto ou depois (geralmente nas primeiras 48 horas).

É possível ter sintomas de pré-eclâmpsia antes de 20 semanas, mas somente em casos mais raros, como nos de uma gravidez molar, que é uma complicação que tende a acontecer quando algo de incomum ocorre durante o processo de fertilização no momento da concepção. Com isto, uma série de anormalidades acomete as células que formam a placenta. É conhecida também por mola hidatiforme.

A pré-eclâmpsia pode progredir de maneira lenta ou rápida. (fonte: www.prematuridade.com).

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