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quarta, 12 de maio de 2021
Cidade

Meningococcemia pode ter provocado a morte de jovem em São Carlos

29 Ago 2012 - 11h13

Um jovem de 27 anos morreu nesta terça-feira na Santa Casa de São Carlos possivelmente vítima de meningocóccemia, uma infecção generalizada, septicemia por meningococos

Hícaro Fernando Fallaci Romera teria dado entrada na Santa Casa de São Carlos neste último final de semana. Ele apresentava um quadro de febre alta. O jovem acabou ficando internado para exames, porém seu quadro evoluiu rapidamente e ele não resistiu, vindo a óbito.

O corpo de Hícaro foi encaminhado para a cidade de Américo Brasiliense para o Serviço de Verificação de Óbito que tem por finalidade esclarecer causa mortis em casos de óbito por moléstia mal definida ou sem assistência médica. Dessa forma os casos de morte natural sem que haja definição de causa de óbito são encaminhados ao SVO para realização de autópsia. As mortes por acidentes, por exemplo, são encaminhadas ao IML.

A prefeitura de São Carlos está aguardando os laudos e a confirmação da Santa Casa para assim poder confirmar se a morte de Hícaro foi realmente provocada por um quadro de Meningococcemia. A Vigilância Sanitária já foi notificada e alerta que este é o primeiro caso em São Carlos e não há motivo para preocupação. As pessoas que mantiveram contato com Hicáro já foram medicadas com antibióticos e não correm nenhum risco.

Hícaro será sepultado às 13h30 desta quarta-feira (29) no Cemitério Nossa Senhora do Carmo. O jovem deixa os pais Jonas Cardoso e Teresinha de Lourdes.

A doença meningocócica é uma infecção bacteriana aguda, rapidamente fatal, causada pela Neisseria meningitidis. Esta bactéria pode causar inflamação nas membranas que revestem o sistema nervoso central (meningite) e infecção generalizada (meningococcemia). Existem 13 sorogrupos identificados de N. meningitidis, porém os que mais freqüentemente causam doença são o A, o B, o C, o Y e o W135.

 Estima-se a ocorrência de pelo menos 500 mil casos de doença meningocócica por ano no mundo, com cerca de 50 mil óbitos. É uma doença de evolução rápida e com alta letalidade, que varia de 7 até 70%. Mesmo em países com assistência médica adequada, a meningococcemia pode ter uma letalidade de até 40%. Geralmente acomete crianças e adultos jovens, mas em situações epidêmicas, a doença pode atingir pessoas de todas as faixas etárias.

 A doença meningocócica tem início abrupto e evolução rápida, podendo levar ao óbito em menos de 24 a 48 horas. As manifestações iniciais da meningite são febre alta, prostração, dor de cabeça, vômitos, aparecimento na pele de pequenas manchas violáceas (petéquias) que inicialmente são semelhantes às picadas de mosquitos mas que rapidamente aumentam de número e de tamanho, dor e dificuldade na movimentação do pescoço (rigidez de nuca). Em crianças com menos de um ano de idade, as manifestações da meningite podem ser mais inespecíficas como febre, irritação, choro constante e abaulamento da fontanela (“moleira”) sem rigidez de nuca.

 Se não for rapidamente tratada com antibióticos, a doença pode evoluir com confusão mental e coma. A meningococcemia é a forma mais grave de apresentação da infecção pela N. meningitidis e as manifestações iniciais são semelhantes às da meningite, excluindo-se a rigidez de nuca. O risco maior da doença meningocócica é a evolução rápida para o choque (diminuição acentuada da pressão arterial), o que resulta em funcionamento inadequado de órgãos vitais (como os rins, coração e pulmão) e morte. Cerca de 15 a 20% dos casos apresentam meningococcemia sem meningite, que tem letalidade próxima de 70% em países em desenvolvimento.

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