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quarta, 03 de março de 2021
Cidade

Marcha reúne centenas de mulheres no centro de São Carlos

Ato marcou a passagem do Dia Internacional da Mulher e marcou o protesto contra a perda de direitos na cidade

06 Mar 2016 - 14h35Por Redação
Fotos: Tainá Reis - Fotos: Tainá Reis -

Agricultoras, trabalhadoras da cidade, estudantes, jovens e crianças ocuparam as ruas do Centro de São Carlos, na manhã deste sábado, 5, para marchar em defesa da vida das mulheres. O ato, organizado por 19 coletivos da cidade, abriu uma série de atividades que vão ser realizadas na semana que vem pelas entidades. Entre as bandeiras estavam o funcionamento efetivo do conselho da mulher, a recriação da divisão de políticas de igualdade de gênero na estrutura administrativa da prefeitura e a melhoria da rede de atendimento às vítimas de violência na cidade.

!Temos algumas instituições criadas, mas o atendimento ainda não contempla as necessidades das mulheres da cidade. A cada 8 horas é notificada uma nova agressão em São Carlos. Isso tem que acabar. Precisamos de mais espaço, mais voz e mais atenção aos nosso direitos e à nossa vida por parte do poder público municipal", destacou Raquel Auxiliadora, da coordenação do ato.

O grupo de cerca de 200 pessoas caminhou da praça Santa Cruz até a Praça do Mercado Municipal onde gritaram palavras de ordem contra o prefeito da cidade, Paulo Altomani. No mesmo momento, o prefeito discursava num palaque montado do outro lado da praça. Ao chegarem no local, um homem, que não quis se identificar, tentou impedir a entrada das mulheres na praça, mas o grupo conseguiu tranquilamente fazer suas atividades e marcar com discurso de cobrança o final do ato. Nas falas das mulheres que representavam as entidades, cobranças à prefeitura, ao governo do Estado e ao governo federal. Entre as mulheres, outra pauta foi a defesa da democracia.

Para Cibele Ferreira, do coletivo Juntas, a marcha deste ano teve como destaque também a diversidade. "Temos mulheres de diferentes gerações: estudantes, trabalhadoras da terra, mulheres trans. Isso mostra como estamos ganhando em diversidade e como nossas atividades têm o perfil da mulher do povo." E completou "Nossa luta não acabou. Ainda temos muitos temas e inimigos das mulheres a enfrentar. Eduardo Cunha é um deles. A discussão do aborto é outra. Marcharemos até que a nossa cidade seja um lugar melhor para as mulheres".

As comissões de Direitos Humanos (CDH) e Direitos da Mulher (CDM) e a Comissão Nacional da Verdade Negra (CNVNegra) da OAB/São Carlos também marcaram presença. Janaína Basílio, presidente da recém criada comissão dos Direitos da Mulher, destacou em sua fala a presença da ordem. "Estamos aqui para dizer que não queremos nenhum direito a menos", destacou.

O ato foi encerrado com uma performance teatral, realizada pelo SESC em parceria com a marcha, onde duas atrizes falavam questionavam o silêncio em torno da violência cotidiana e doméstica que as mulheres ainda sofrem.

A marcha foi organizada pelos seguintes movimentos e entidades: Assembleia Nacional dos Estudantes Livres (ANEL/São Carlos); Associação de Pós-Graduandos (APG UFSCar); CAASO; Centro Acadêmico da Psicologia da UFSCar; Coletivo de Promotoras Legais Populares de São Carlos (PLP); Coletivo de Teatro Poesia Parida; Coletivo Juntas!; Comissão de Direitos Humanos da OAB/São Carlos; Comissão da Verdade Negra/OAB São Carlos; DCE-Livre da UFSCar; Levante Popular da Juventude; Marcha Mundial das Mulheres; Movimento Mulheres em Luta (MML); Núcleo Multidisciplinar Integrado de Estudos, Formação e Intervenção em Economia Solidária (NuMI - Ecosol); PSOL São Carlos; PSTU São Carlos; PT; Sindicato dos Metalúrgicos de São Carlos e Região; Subsede da CUT.

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