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quinta, 15 de abril de 2021
Cidade

Levantamento preliminar da Apeoesp São Carlos identifica fechamento de 30 salas de aulas

Seria o mesmo que fechar uma escola de porte médio; números abrangem municípios que são atendidos pela Diretoria de Ensino

12 Jan 2018 - 12h47Por Redação
Foto: Divulgação - Foto: Divulgação -

Em São Carlos, o levantamento preliminar feito pela Apeoesp subsede São Carlos e que contou com a colaboração de professores de várias escolas acusa o fechamento de aproximadamente 30 salas de aula (equivalente ao encerramento de atividades de uma escola de porte médio) para o ano de 2018 na região de abrangência da Diretoria de Ensino de São Carlos que envolve as cidades de São Carlos, Ibaté, Descalvado, Ribeirão Bonito, Dourado. Itirapina e Corumbataí fazem parte da Diretoria, mas não fazem parte da cobertura da subsede Apeoesp São Carlos e não foram envolvidas no levantamento

Segundo a Apeoesp, o fechamento das salas de aula ocorre principalmente nas regiões mais periféricas das cidades e deverá resultar no aumento ou manutenção do número de alunos por sala de aula, ao lado de uma estrutura que possui poucos profissionais para atuarem na comunidade e na própria escola, identificando problemas e tentando diminuir a taxa de evasão e aumentar a qualidade de ensino.

"Os representantes do governo argumentam que não há demanda, mas é no mínimo estranho que se construa escola e fechem salas na escola vizinha. Estamos diante de uma política de estado, que prioriza equilibrar as contas públicas minimizando o gasto com educação", disse Ronaldo Motta, diretor da sub-sede são-carlense.

Motta assinala que em 2017 ocorreu falta de professores nas escolas porque o governo do estado não liberou contratações. "Para o ano de 2018 a situação deve ser a mesma, pois autorizou a contratação pelo prazo máximo de 3 anos, de 449 Professores de Educação Básica I e 1.207 Professores de Educação Básica II para todo o estado de São Paulo, número insuficiente, mas para isso diminui o número de salas de aulas de aula sem nenhuma preocupação com a qualidade e segurança da comunidade escolar", assinalou. Em 2018 continuaremos com a estrutura insuficiente com o fechamento das salas de leitura, o fim dos mediadores escolares, as contratações de professores para substituir professores afastados ou que faltam, resultando em alunos sem aula no interior das escolas. E essas mesmas escolas possuem menos funcionários, pois o governo diminuiu o número desses profissionais, redistribuindo-os em outras unidades", justificou.

NÚMEROS

Motta disse que foi feita uma tabela que é parte do levantamento feito com professores representantes de escola, com o objetivo de verificar a percepção da violência entre os profissionais.

Foto: Divulgação

"Como podemos perceber, os professores estão inseguros e sentem o aumento da violência no seu dia a dia, reforçando outra pesquisa feita pela Apeoesp em todo o Estado. Apesar de várias pesquisas, como a do Enad contínua, indicarem alta taxa de jovens até 25 anos de idade com escolarização incompleta (possui ensino fundamental e ou médio incompleto), podemos perceber que não há políticas públicas para incluir essa população na escola, através da oferta de vagas e de condições para a permanência e o fechamento de salas na região comprova a nossa conclusão", finalizou Motta.

 

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