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sábado, 27 de novembro de 2021
Cidade

Instituto de Arquitetura e Urbanismo da USP homenageia centenário de Luiz Saia

30 Nov 2011 - 08h25
Mario de Andrade e Luiz Saia, criadores do IPHAN - Mario de Andrade e Luiz Saia, criadores do IPHAN -

Um dos maiores batalhadores pela preservação da memória nacional, o arquiteto Luiz Saia (São Carlos, 06/10/1911 -- São Paulo 15/05/1975) será homenageado nesta quarta-feira (30) pelo Instituto de Arquitetura e Urbanismo de São Carlos (IAU-USP). Em parceria com o URBIS (Grupo de Pesquisa em História da Cidade, Arquitetura e Paisagem), o IAU promove o colóquio "Luiz Saia -- Memória e Política", realizado nas dependências do Instituto a partir das 9 horas.

Além de celebrar o centenário de nascimento do arquiteto, o evento faz parte das comemorações dos 40 anos do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo na USP em São Carlos. A primeira mesa-redonda realizada no encontro está prevista para às 10 horas e terá como tema:

"Luiz Saia: trajetória profissional", com participação de Jaelson Bitran Trindade (Iphan-SP), João Clark de Abreu Sodré, Paulo Roberto Masseran (FAAC-Unesp) e Carlos Roberto M. de Andrade (IAU-USP).

Na parte da tarde, às 14 horas, Lia Mayumi (DPH-SMC-PMSP), Paulo Garcez Marins (Museu Paulista -- USP) e Ana Lúcia Cerávolo (Fundação Pró-Memória) comandam a mesa "Luiz Saia: história da cidade e conservação do patrimônio".

Para finalizar o evento, os organizadores do colóquio exibirão, às 16h30, o documentário "Brasília: contradições de uma cidade nova", dirigido em 1967 por Luiz Saia, Jean Claude Bernadet e Joaquim Pedro de Andrade.

LUIZ SAIA - Arquiteto diplomado em 1948 pela Escola Politécnica da USP, Saia chefiou, em1937, a missão de pesquisa folclórica no Norte e Nordeste do País. Junto com Mário de Andrade, colaborou no ante-projeto de criação do IPHAN, órgão ao qual se vinculou desde sua fundação e o qual dirigiu desde 1946 até o seu falecimento. No IPHAN o arquiteto sãocarlense desenvolveu importante trabalho de identificação e preservação da arquitetura colonial, principalmente do ciclo bandeirista, universo que abordou em inúmeros artigos publicados em jornais e revistas, em especial na Acrópole. Saia também participou da inauguração do Museu da Arte Moderna (São Paulo, 1948) e da organização da I Bienal de São Paulo (1951).

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