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sábado, 31 de julho de 2021
Cidade

Corpo de Bombeiros alerta sobre riscos de afogamento no verão

07 Dez 2011 - 10h19Por Danilo Moreno
Tenente Gregório alerta para o risco de nadar em locais desconhecidos. (foto: arquivo) - Tenente Gregório alerta para o risco de nadar em locais desconhecidos. (foto: arquivo) -

Preocupados com o número de afogamentos que ocorreram em São Carlos -foram dois casos nesses últimos 15 dias- a reportagem do São Carlos Agora conversou com o 1º Tenente do Corpo de Bombeiros, Rangel Moreira Gregório para falar dos cuidados que devem ser tomados para que a diversão nesses dias quentes não se transforme em tragédia.

Gregório explicou que essa realmente é uma situação complicada, segundo ele o número de afogamentos já foi maior, por exemplo, em 2007 quando foram registrados 15 casos na cidade, porém que vem sendo trabalhado pelo Corpo de Bombeiros de São Carlos. "Começando mapeando os locais onde existiam o maior número de afogamentos, os principais motivos e qual seria o público envolvido", contou.

Segundo o tenente, o Corpo de Bombeiros vem realizando trabalhos na prevenção, fazendo palestras de orientação e desenvolvendo trabalhos junto a imprensa, empresas e escolas para que sejam evitados incidentes como esse. "Não conseguimos evitar todos até porque nós não conseguimos controlar a vontade das pessoas. Nesse ano, tivemos uma diminuição muito grande na quantidade de afogamentos, mas infelizmente nessa segunda-feira registramos o quinto caso na cidade", comentou.

Gregório orientou as pessoas que querem se divertir que procurem locais adequados e que em hipótese alguma procurem locais, como represas, lagos ou rios, desconhecidos para nadar. "Mesmo conhecendo o local não entre, procure locais próprios para a prática de banhos. A gente tem um local aqui em São Carlos, uma área especifica para banho, que foi estipulada pensando nessa demanda", explicou.

O tenente comentou que a maioria dos casos de afogamento acontecem porque o banhista não respeitou as normas do local, pois é diferente você nadar em uma piscina onde existe borda e você pode colocar os pés no chão, ao contrário de um rio, lago e represa. "Nesses locais você não conhece o solo, o sistema de águas, não conhece os animais que vivem ali. Então nós orientamos as pessoas em hipótese alguma entrar em águas desconhecidas", reforçou.

Gregório também alertou do perigo das piscinas em residências, principalmente quando existe crianças na casa, ele aconselha a fazer um cercado de proteção para não deixá-las expostas. "Porque as crianças vão caminhar, vão bagunçar e vão acabar caindo na piscina e é assim que as tragédias acontecem", comentou.

Homens são as principais vítimas

O 1º Tenente Gregório disse que homens com idade entre 13 e 35 anos são as maiores vítimas de afogamento dos cinco casos registrado esse em 2011 quatro vitimas se enquadravam nesse perfil, apenas em um caso a vítima foi uma mulher.

Gregório também falou sobre nunca procurar locais de banho sozinho, principalmente represas, lagos e rios, pois uma coisa é você nadar em uma piscina onde existem bordas onde a pessoa pode descansar. "Agora você atravessar uma represa, por exemplo, tem correnteza onde você nada 25 m e tem um gasto energético muito maior que numa piscina que você tem a borda para descansar", comentou.

O tenente explicou que mesmo nos treinamentos da corporação há equipamentos de segurança individual como flutuadores e que cada soldado é conectado a um parceiro, além de todo o pessoal de apóio e suporte técnico embarcados.

Gregório finalizou alertando do perigo das embarcações irregulares que levam passageiros para darem volta nesses locais e que na maioria das vezes não tem os equipamentos básicos de segurança individual como coletes e flutuadores. "Essas embarcações não tem autorização da Marinha e se for verificar in-loco vamos descobrir ninguém está regularizado. Logo seu condutor não passou por uma prova e não sabe o que a lei exige referente a segurança. Dentro das exigências da lei para você conduzir uma embarcação é preciso que o tripulando tenha as condições mínimas de segurança, coletes, que tenha como se salvar em caso de uma emergência", concluiu.

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