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sábado, 18 de setembro de 2021
Cidade

Casal acusado de abuso sexual quer de volta a guarda da filha

07 Nov 2017 - 20h43Por Folha São Carlos e Região
João e a esposa foram acusados em abril do ano passado de abuso sexual da filha. (Foto: Abner Amiel) - João e a esposa foram acusados em abril do ano passado de abuso sexual da filha. (Foto: Abner Amiel) -

No desfile cívico que comemorou o aniversário de 160 anos da cidade de São Carlos no último sábado (4), um casal protagonizou uma cena que gerou contraste com ambiente de celebração que acontecia na Avenida São Carlos. Em frente ao palco onde estavam as autoridades, o casal exibiu um cartaz com a frase "Injustiça, devolva nossa filha". O mesmo casal já esteve em outros pontos da cidade, em dias anteriores segurando a mesma faixa.

A cena despertou curiosidade de muitos que participaram do ato comemorativo. Os atores da manifestação eram o casal João Evangelista de Souza Junior e Leonaldi Bezerra dos Santos. que pediam à Justiça a guarda da filha de 5 anos. João e a esposa foram acusados em abril do ano passado de abuso sexual.

Tudo começou. quando um dia. a filha chegou na creche Anita Costa alegando dores nas partes íntimas. A escola registrou Boletim de Ocorrência e o caso foi parar na Justiça, que interpretou as marcas da menina como abuso sexual.

O pai e a mãe rebateram a acusação e disseram que as feridas não passaram de um mal-entendido.

"Eu andei com minha filha naquele dia de bicicleta e ela caiu antes de entrar na van escolar. Ela entrou na van e foi chorando para escola. Quando chegou lá, ela falou que estava com dores nas partes íntimas. Levaram minha filha para um hospital e interpretaram como abuso", disse.  "Mas ela sofre com inflamação e alergias nas partes íntima. Eles viram a genitália vermelha e interpretaram como abuso sexual e como ela só fica comigo e a mãe, nos acusaram injustamente".

João, disse ainda, que tem provas da inocência da acusação. "Nós temos provas coletadas pela ginecologista e obstetra Claudia Adão Alves, do Centro Municipal de Especialidades (CEME). Ela mandou um relato para nós sinalizando que a criança não sofreu nenhum tipo de abuso, que a escola errou, que estão todos errados, porque o exame resultou não reagente. A criança não teve nada, a escola está mentindo", ressaltou.

João, que veio com a esposa de Brasília para São Carlos em 2014 em busca de oportunidade de trabalho na área de pintura residencial, teme perder a filha que está sob a tutela de uma tia materna, que mora no bairro Douradinho.

"Você acha que se eu fosse culpado eu teria coragem de passar por toda essa exibição? Nós não viemos para essa cidade para perder a nossa filha e estou perdendo ela sem fazer nada. Estamos desesperados, e ela chora todos os dias com saudades de casa. Se eu voltar para Brasília, o que vou fazer ou que vou falar para os meus parentes?", finalizou.

 

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