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segunda, 27 de setembro de 2021
Brasil

Polícia testa aparelho que detecta insulfilm fora da lei

19 Dez 2010 - 14h54

Um dos acessórios mais vendidos desde 1995, as películas automotivas foram regulamentadas em 2007, mas só agora poderão ser devidamente fiscalizadas, ainda que de maneira tímida.

A PRF (Polícia Rodoviária Federal) de Itapecerica da Serra (a 34 km de SP) comprou dois medidores de transmitância luminosa, os primeiros do Estado.

Os aparelhos que aferem a transparência dos vidros com película devem estrear nas blitze de fim de ano da rodovia Régis Bittencourt, afirmam os agentes federais consultados pela Folha.

Em comunicado, porém, a PRF não confirma o local nem a data das blitze, argumentando que ainda finaliza a incorporação dos dois equipamentos ao órgão, que administra 62 mil quilômetros de estradas pelo país.

A tendência é que as fiscalizações se estendam também ao perímetro urbano. Consultada, a Companhia de Policiamento de Trânsito de São Paulo diz que "estuda" a compra e a real eficiência do medidor, que custa R$ 8.500, nove vezes mais que um bafômetro.

Quem for flagrado guiando um carro com película mais escura do que o permitido poderá receber multa grave (R$ 127,69 e cinco pontos) e ter o veículo retido até a retirada do filme ilegal.

Visibilidade comprometida

Para José Oka, supervisor de pesquisa do Cesvi (Centro de Experimentação e Segurança Viária), os vidros escuros reduzem a percepção de obstáculos e de pedestres por parte do condutor, principalmente à noite (e com chuva).
Tanto que o Cesvi iniciará em 2011 um estudo para medir o impacto provocado pelas películas no trânsito.
Ainda assim, as novas tecnologias para o insulfilm aumentam a procura em lojas.

Folha.com

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