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quarta, 20 de junho de 2018
Em Piçarras/SC

Leilão de condomínio rende R$ 1,650 mi aos ex-trabalhadores da CBT

12 Jun 2018 - 15h14Por Marcos Escrivani
Leilão de condomínio rende R$ 1,650 mi aos ex-trabalhadores da CBT -

Os ex-trabalhadores da Companhia Brasileira de Tratores (CBT), que lutam na justiça há 22 anos, através de uma cooperativa, no intuito de ter seus direitos trabalhistas sanados, tiveram uma boa notícia no início desta semana.

Segundo Antonio Roberto de Assis, representante da cooperativa, um condomínio localizado em Piçarras (Santa Catarina), com 186 lotes e pertencente a massa falida da empresa são-carlense foi arrematado em leilão no valor de R$ 1,65 milhão. “No primeiro, cujo valor era estimado em R$ 2,226 milhões não teve comprador. Neste segundo leilão foi arrematado por 60% do valor estimado”, avaliou Assis.

Em entrevista ao São Carlos Agora, o representante da cooperativa informou que a cooperativa poderia até contestar o valor do leilão. Entretaneto, houve a prudência em relação a idade dos ex-funcionários. “Isso demandaria de 3 a 5 anos e chegou a um comum acordo de aceitar a proposta. Foi levado em consideração também que o imóvel foi recuperado. A diretoria pensou em adjudicar, mas a distância de 900 quilômetros, lotes sobrepostos, usucapião, outros submersos fez com que aceitássemos a proposta”, comentou, salientando que o condomínio tinha sido considerado perdido. “Por isso achamos por bem deixar acontecer o arremate”, ponderou.

MAIS LEILÕES

Assis informou que, desde 1996 até hoje (22 anos), quando a cooperativa foi criada, os 1877 inscritos (cooperados e familiares) tiveram ressarcidos aproximadamente 60% do montante que a CBT devia. “Teve empresas que faliram e que nada pagaram aos seus funcionários”, explicou.

Por este motivo, segundo ele, o ressarcimento dos créditos é considerado um caso atípico. Assis acrescentou, ainda que, dentro da massa falida da CBT há outros bens que foram arrecadados e estão aguardando designação de leilões.

“Há propriedades em Mato Grosso, Amazonas e São Paulo. O STF deverá modular os juros dos títulos precatórios para que seja feito um cálculo e ver quanto pode der recuperado da última parcela interrompida”, finalizou o representante da cooperativa.

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