quarta, 24 de abril de 2024
Polícia

Servente que matou ex-presidiário na zona sul é libertado pela Justiça

02 Abr 2015 - 09h21
Cristian alega ter agido em legitima defesa. (foto Milton Rogério) - Cristian alega ter agido em legitima defesa. (foto Milton Rogério) -

Na noite da última segunda-feira (30) o servente de pedreiro Cristian Lucas da Silva, 22, que se encontrava preso temporariamente por cinco dias a pedido da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) no Centro de Triagem (CT) de São Carlos, foi colocado em liberdade após o Juiz da 2ª Vara Criminal entender que o réu que será levado a Júri Popular ter cooperado com o trabalho da Polícia Judiciária (Polícia Civil), com o Ministério Público e confessou espontaneamente o assassinato de seu desafeto dizendo que o ex-presidiário Elvis de Oliveira Pereira, 25, ao se defrontar com ele teria atirado com a intenção de matá-lo e que teria agido em legitima defesa, pois poderia ser ele morto na madrugada do dia 26 de março.

PRISÃO TEMPORÁRIA

Na tarde do dia em cometeu o crime de homicídio, por volta das 14 horas, Cristian, foi detido por policiais militares após uma denúncia anônima ao telefone 190. Acompanhado da esposa e do filho ele foi abordado no largo Santa Cruz, região central de São Carlos. Após ser revistado, Cristian foi levado ao prédio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), onde ao ser apresentado ao delegado Gilberto de Aquino confessou o crime.

Elvis levou um tiro no peito e tombou morto na rua Cinco. (foto Maycon Maximino)A DIG descobriu que Cristian estaria tentando deixar São Carlos e seguiria para o bairro São José, em Matão, onde se esconderia. Ao perceber que os policiais civis já tinham conhecimento de seu plano, o servente de pedreiro alegou que deixaria a mulher e o filho em segurança em Matão e posteriormente regressaria para se entregar. Diante dos fatos os policiais passaram a trabalhar o crime e Cristian, disse que realmente cometeu o crime e levou os investigadores da DIG até um ponto do bairro Cidade Aracy II, onde na região de uma escola onde escondeu sua arma, um revólver Rossi, calibre 22 que alega ter comprado de um desconhecido para se defender de Elvis e o próprio revólver do ex-presidiário de calibre 38.

LIBERAÇÃO

Na noite do dia 26 a Justiça Criminal determinou a prisão temporária de Cristian por cinco dias para que a DIG concluísse os trabalhos e na noite de segunda-feira (30) vencendo o prazo estipulado pelo Juiz da 2ª Vara Criminal de São Carlos, foi expedido de alvará de soltura e agora ele aguardará o tramite do inquérito policial e o processo que deverá levá-lo á Júri Popular ainda neste ano.

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