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sábado, 06 de março de 2021
Polícia

Polícia Civil está perto de esclarecer latrocínio de vigilante de hotel

17 Abr 2015 - 08h21
Crime contra Valter Quersi está perto de ser esclarecido. (foto Arquivo) - Crime contra Valter Quersi está perto de ser esclarecido. (foto Arquivo) -

Nesta semana o 1º Distrito Policial abriu um leque nas investigações sobre o latrocínio do segurança Valter Quersi, 49, que na noite do dia 29 de novembro do ano passado foi emboscado e executado com um único tiro na nuca desferido por um dos dois ladrões que pretendiam assaltar um hotel na região da Getúlio Vargas, no Jardim São Paulo.

PROFISSIONAL

O delegado Maurício Antônio Dotta e Silva que está a frente das investigações disse que os trabalhos estão bem adiantados e que os dois assaltantes devem responder pelo crime de "latrocínio" (matar para roubar) pelo fato deles terem roubado as chaves do veículo e o telefone celular de Valter. Maurício disse também que o trabalho desenvolvido pelo Instituto de Criminalística (IC) foi tão profissional que um dos peritos conseguiu localizar em um ponto não visível do Gol uma das digitais de um dos ladrões, que ainda teria abandonado um par de tênis no interior do carro que será experimentado nos dois marginais. Segundo ele, na madrugada do dia 29 de novembro os assaltantes sabiam exatamente onde havia câmeras de vigilância em comércios na região da vila Jacobucci, pois tiveram o cuidado de se esquivarem delas quando renderam o vigilante que deixava a funcionária do hotel em casa. Quersi não teria tido tempo de falar como tudo ocorreu aos profissionais do SAMU que o socorreram ainda com vida.

POSTO DE COMBUSTÍVEL

Stive, um dos suspeitos de participar de latrocínio, foi baleado em tentativa de assalto a posto de combustíveis. (foto Marco Lucio)Agora com as prisões do desocupado Rafael Sutani, 25 e principalmente do servente Stivi Wanderson de Oliveira Graciano, 26, que participaram do assalto contra o posto de combustível na avenida Getulio Vargas com outros dois marginais e trocaram tiros com policiais militares na manhã do último dia 5, na vila Isabel, o delegado Maurício Dotta acredita que poderá ligar o roubo do posto com o "latrocínio" do segurança Valter Quersi e desta forma ele já requisitou um exame minucioso de balística no revólver Rossi, calibre 38, que era usado por Stive que foi alvejado por três vezes e sobreviveu.

TRANSFERÊNCIA

Na tarde da última terça-feira (14), sob escolta da Polícia Civil, Stive foi transferido da Santa Casa de São Carlos para o Anexo de Detenção Provisória (ADP) de Araraquara. Maurício aguarda os laudos de balística no revólver calibre 38 e de datiloscópico (recolhimento de impressões digitais) que foi recolhido de cinco homens, inclusive Stive e Rafael, para se comprovar quem teria atirado no vigilante. O delegado também acredita que esta arma estaria sendo usada em vários assaltos a comércios de São Carlos e pode ser a mesma que teria sido usada no latrocínio do vigilante.

 A autoridade policial disse que a fisionomia de Rafael seria a mesma descrita nos autos que apura o "latrocínio". Stive ficou preso temporariamente por 30 dias no caso do hotel e sempre negou a participação do crime. Outros três homens estão sendo investigados pela participação na elaboração e execução do crime, mas, apenas um deles ainda não teria prestado depoimentos no Inquérito Policial (IP).   

MOTOCICLETAS

Os proprietários das duas motocicletas não teriam sido reconhecidos no caso do segurança do hotel, porém de acordo com as investigações um rapaz que também não foi reconhecido no crime do posto de combustíveis seria proprietário da motocicleta Yamaha YBR, 125, Factor, 2008, preta, placa DWX 6333 - São Paulo que estaria com fitas isolantes na placa que a modificava para BWX - 8888 - São Paulo, que foi usada no roubo do posto. Ao ser ouvido pelo delegado Maurício Antônio Dotta e Silva ele disse que após beber muito sua motocicleta teria sido colocada em uma rifa e uma pessoa que ele não conhece foi sorteada. Ele nega a participação nos dois assaltos. Nesta quinta-feira (16), acompanhado de seu advogado o motoboy D.M.G.S., 28, que seria proprietário da motocicleta Honda CG 150, preta, 2004, placa DJY 8706 - São Paulo, se apresentou no 1º Distrito Policial e ao ser ouvido pelo delegado Maurício Dotta e seus policiais alegou que não teria participado do assalto. Mesmo sendo reconhecido como um dos marginais que invadiu o escritório do posto e como sendo o homem que teria rendido o metalúrgico na vila Isabel para roubar sua motocicleta que foi abandonada na rua Nações Unidas, nas região do Jardim Cruzeiro do Sul disse que não teria participado do assalto e somente falaria em juízo.

Áudio - Delegado Maurício Dotta e Silva fala sobre o caso do hotel e sobre o roubo em um posto de combustível em que um policial militar e o marginal Sitivi sairam feridos em troca de tiros.

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