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terça, 20 de abril de 2021
Polícia

Mulher confessa que matou marido porque apanhava e só reagiu

06 Nov 2017 - 18h38
Acusada se apresentou na presença do advogada. (Foto Milton Rogério) - Acusada se apresentou na presença do advogada. (Foto Milton Rogério) -

A auxiliar de limpeza Vanusa de Souza Bastos, de 38 anos, se apresentou na tarde desta segunda-feira (6) na Delegacia de Investigações Gerais (DIG). Ela confessou ter matado com uma facada o companheiro Renato dos Santos Oliveira, de 36 anos, neste domingo (5), no bairro Planalto Verde. Acompanhada do advogado, ela foi ouvida pelo delegado Gilberto de Aquino.

Segundo o delegado, Vanusa era constantemente agredida por Renato e no dia do crime ela convenceu o companheiro a ir até uma igreja. Na volta ela disse que passaria no mercado para fazer o almoço, porém Renato disse que ele quem faria as compras.

Quando chegou em casa, Vanusa questionou o marido sobre as compras e ele com um corotinho de pinga nas mãos disse que não havia comprado nenhum alimento. Neste instante Renato passou a ofender e agredir a vítima.

Ao tentar acertar o segundo soco no rosto de Vanusa, a mulher que estava na cozinha reagiu, se apoderou de uma faca e atingiu o marido no peito.Delegado da DIG, Gilberto de Aquino.

Ferido, o pedreiro Renato caminhou até a rua, onde tombou. Ele foi socorrido pelos cunhados e encaminhado até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), na Vila Prado, de onde foi transferido para a Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos.

De acordo com Aquino o casal que veio da Bahia estava junto há 21 anos e teve três filhos.

Como era analfabeta, Renato era quem tinha a acesso a conta bancária da esposa, de onde muitas vezes retirou dinheiro para comprar crack e bebida alcoólica.

Após ouvir a acusada e testemunhas o delegado da DIG encaminhou o caso ao Ministério Pública e ela pode ter a pena atenuada ou mesmo ser absolvida por ter agido em legitima defesa.

Segundo Aquino, a vítima havia registrados alguns boletins de agressão contra o marido na Polícia Civil. Ela disse ainda que não o processou, pois o amava.

Em casos como este, o delegado orienta a mulher a procurar a Polícia e solicitar uma medida protetiva para que o agressor não se aproxime, bem como separar-se judicialmente. 

Entrevista: Pedro Maciel

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