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terça, 20 de abril de 2021
Polícia

Discussão na UPA Vila Prado termina no plantão policial

Assessora parlamentar alega que pai não teria sido atendido corretamente por servidores da unidade de saúde

25 Dez 2017 - 15h39
Foto: Marcos Escrivani - Foto: Marcos Escrivani -

Um possível mau atendimento na UPA Vila Prado terminou em ocorrência policial na manhã desta segunda-feira, 25. Uma assessora parlamentar de 43 anos alega que seu pai, de 75 anos, não foi corretamente atendido por servidores da unidade de saúde.

A assessora parlamentar em entrevista concedida ao São Carlos Agora disse que seu pai teria chegado a UPA por volta das 7h e estava hipertenso. Todavia, devido ao grande movimento que ocorria na unidade de saúde neste feriado natalino, o idoso foi atendido somente às 10h. Foi feito os procedimentos iniciais. Todavia a pressão arterial que estava a 25 não cedia.

A partir daí, preocupada com a saúde do pai, que além de hipertenso é diabético, a assessora parlamentar teria discutido com funcionários.

"Eles alegaram que a demora no atendimento seria o fato de ter muita gente na fila de espera e teria que ser por ordem de chegada. Mas meu pai estava em início de infarto e quando indaguei a servidora, ela disse que deixou a família para atender a população", afirmou a mulher.

Diante da discussão, a Guarda Municipal foi acionada e o caso foi parar no plantão policial onde o fato foi registrado em boletim de ocorrência.

ENFERMEIRAS REBATEM ACUSAÇÕES

Duas enfermeiras, respectivamente de 32 e 36 anos, foram ao plantão policial e deram as suas versões quanto ao atendimento ao idoso de 75 anos que estava com a pressão arterial alterada.

Segundo elas, o paciente chegou a UPA Vila Prado por volta das 7h30 e foi medicado. Na oportunidade estava sem acompanhante. Após ser medicado, foi orientado a aguardar em repouso na própria unidade. Todavia ele teria pego seu carro e foi abastecer, retornando à UPA 1h20 depois, onde foi constatada que sua pressão estaria ainda alterada. "Ele não obedeceu ao repouso", afirmaram.

"Ele foi medicado e de acordo com o protocolo, teria que esperar mais uma hora para nova medição, o que foi feito. A pressão ainda estava alterada e foi medicado pela segunda vez", afirmaram as enfermeiras.

Entretanto, as servidoras disseram que o idoso foi embora e teria retornado duas horas depois (por volta das 11h) com a filha e queria passar na frente dos outros pacientes que estavam na fila de espera.

"Pai e filha foram orientados que deveriam aguardar, pois todos que estavam ali precisavam de atendimento. Foi quando ela começou a ameaçar os funcionários e ligar para o diretor e secretário de Saúde, pois seu pai deveria ter prioridade".

Mesmo assim as enfermeiras disseram que mantiveram o protocolo, pois teriam que esperar o atendimento em respeito aos demais pacientes que estavam na UPA.

Passados alguns minutos o diretor municipal de Saúde, Marcos Palermo chegou até a unidade de pronto atendimento e segundo a filha, ele teria autorizado a dar prioridade ao seu pai.

"Entretanto o diretor disse que não existia tal prioridade e se fosse caso de urgência, o paciente seria levado para uma sala específica. Mas como ele estava ali, teria que esperar na fila. Foi quando a filha disse que não teria usado o nome do diretor e passou a ofender o corpo de enfermagem e que eles teriam sido tratados com descaso. Durante este processo ela ficou no corredor da UPA e instigou os pacientes a criticar o atendimento. Gravava com celular e dizia que iria postar nas redes sociais", afirmaram as enfermeiras. "A Guarda Municipal foi acionada e orientaram que ela deveria aguardar fora da UPA. Mas insistia em tumultuar".

As enfermeiras relataram ainda que a UPA estava lotada, pois funcionava com menos funcionários que o normal e que havia sobrecarga de pacientes. "Mas todos aguardavam a sua vez e não havia nenhum problema. A única reclamação partiu desta senhora", finalizaram.

 

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